Nas Filipinas, tomada de reféns termina com 21 mortos

Pelo menos 21 políticos locais e jornalistas foram assassinados no sul das Filipinas hoje, pouco depois de terem sido sequestrados por homens armados, informou o Exército do país asiático. O general Alfredo Cayton, comandante local, disse não dispor de informações suficientes para levantar suspeitas sobre o massacre. No entanto, o tenente-coronel Romeo Brawner comentou que os homens armados estariam ligados a um poderoso político local. Segundo ele, os captores fizeram um total de 40 reféns, entre desafetos políticos e jornalistas.

AE, Agencia Estado

23 Novembro 2009 | 09h19

O massacre parece ter relação com o acirramento da rivalidade política poucos meses antes das eleições gerais nas Filipinas, segundo relatos de militares e de familiares dos mortos. "Nós recuperamos 21 corpos. Nossos homens continuam vasculhando a área em busca de mais vítimas", disse Cayton.

Brawner confirmou posteriormente a morte de 21 pessoas, sendo 13 mulheres, e disse acreditar que o número de mortos aumentaria com o passar das horas. Entre os reféns estavam a esposa, assessores e correligionários de Esmael Mangudadatu, prefeito de uma cidade da província de Maguindanao, relatou Brawner à emissora de televisão ABC/CBN.

Os jornalistas acompanhavam os assessores do prefeito a um cartório eleitoral onde seria formalizada sua candidatura a governador de Maguindanao, no pleito marcado para maio do próximo ano. O clã Mangudadatu tem uma antiga desavença política com a família do governador Andal Ampatuan. Segundo a polícia, Ampatuan dispõe de um exército particular a seu serviço. As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
Filipinas massacre

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.