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Nazista que deportou 125 mil judeus para campos de extermínio morreu em 2001 na Síria, diz relatório

Até agora, imaginava-se que Brunner, braço-direito de Adolf Eichmann, teria morrido por volta de 2010 em Damasco, para onde fugiu em 1954

O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2017 | 19h56

PARIS -  Alois Brunner, um oficial austríaco da SS considerado responsável pela deportação na Segunda Guerra Mundial de 125.500 judeus europeus para campos nazistas, morreu em uma cela carcerária síria em 2001, de acordo com reportagem de dois jornalistas publicada na França.

Até agora, imaginava-se que Brunner, braço-direito de Adolf Eichmann, teria morrido por volta de 2010 em Damasco, para onde fugiu em 1954 e vivia sob proteção do governo, de acordo com caçadores de nazistas.

Mas em reportagem publicada na revista Revue XXI, Hedi Aouidj e Mathieu Palain disseram que informações coletadas de três de seus seguranças indicavam que Brunner morreu pouco depois da morte do líder sírio Hafez Assad, em 2000.

Efraim Zuroff, chefe do escritório israelense do Simon Wiesenthal Center, disse à agência Reuters em 2014 que acreditava-se que Brunner tivesse morrido em 2010, mas o centro nunca pôde confirmar forensicamente a morte de Brunner.

Brunner era descrito como braço-direito de Eichmann, um dos principais arquitetos do Holocausto, que foi capturado na Argentina em 1960 e posteriormente enforcado em julgamento em Israel.

Embora nunca tenha sido levado à justiça, Brunner foi julgado e condenado à morte na França em 1954 por crimes contra a humanidade. Ele perdeu diversos dedos e um olho em duas tentativas de assassinato a cartas-bombas, atribuídas a agentes israelenses. / REUTERS 

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