François Lenoir/Reuters
François Lenoir/Reuters

Netanyahu diz que reconhecer Jerusalém como capital torna a paz possível

Em visita a Bruxelas, primeiro-ministro israelense se reunirá com os líderes dos 28 países da União Europeia

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 07h04

BRUXELAS - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira em Bruxelas que reconhecer Jerusalém como capital de Israel, como fez na semana passada o presidente americano Donald Trump em uma decisão criticada internacionalmente, "torna possível a paz".

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"Jerusalém é a capital de Israel, ninguém pode negar. Não evita a paz, torna a paz possível, porque reconhecer a realidade é o fundamento da paz", disse Netanyahu em uma rápida declaração após ser recebido pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

A primeira visita de Netanyahu a Bruxelas acontece em um momento de tensão após o reconhecimento, na quarta-feira da semana passada por Trump da Cidade Santa como capital de Israel, uma decisão criticada na UE e que rompe com décadas de diplomacia internacional e americana.

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A chefe da diplomacia europeia reiterou nesta segunda-feira a defesa da UE à solução de dois Estados no conflito entre israelenses e palestinos com base nas fronteiras de 1967. A capital seria, nos dois casos, Jerusalém.

Após as críticas de Netanyahu no domingo sobre a "hipocrisia" da Europa por não condenar os lançamentos de foguetes palestinos contra Israel, a Alta Representante da UE expressou a "condenação mais forte possível a todos os ataques contra judeus em todo o mundo".

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A decisão de Trump provocou uma nova onda de confrontos e protestos. Desde quinta-feira, quatro palestinos morreram na Faixa de Gaza, dois em confrontos com soldados e dois integrantes do Hamas em ataques aéreos israelenses em resposta a disparos de foguetes a partir do território palestino. 

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Em sua visita à capital belga, Netanyahu se reunirá com os chanceleres dos 28 países da UE, que devem pedir o reinício das negociações de paz com os palestinos e expressar a discordância com a colonização israelense. / AFP

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