AP Photo/Sebastian Scheiner
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Netanyahu pede que outros países acompanhem decisão dos EUA sobre Jerusalém

Primeiro-ministro israelense diz que qualquer acordo de paz com os palestinos deve incluir Jerusalém como a capital de Israel

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 16h51
Atualizado 06 Dezembro 2017 | 18h44

JERUSALÉM  - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, pediu nesta quarta-feira, 6, que outros países sigam a decisão americana de transferir suas embaixadas para Jerusalém e reconhecer a cidade como capital de Israel, minutos depois do anúncio feito na Casa Branca pelo presidente Donald Trump

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As principais lideranças palestinas reagiram com irritação à decisão. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, considerou a medida uma declaração de retirada dos Estados Unidos como mediador das negociações de paz entre as duas partes. O Hamas, acusou o presidente de ignorar os sentimentos dos palestinos. 

Netanyahu disse também que qualquer acordo de paz com os palestinos deve incluir Jerusalém como a capital de Israel – os palestinos exigem que a parte oriental da cidade seja a capital de seu futuro Estado, o que Israel não aceita. Para Netanyahu, o anúncio de Trump é um “feito histórico”. 

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Em Jerusalém, a prefeitura local iluminou as muralhas da cidade antiga nas cores vermelha, azul e branca – as mesmas da bandeira americana – em agradecimento à decisão de Trump. 

“Essa decisão manda uma mensagem clara para o mundo”, disse o prefeito Nir Barkat. / AP

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