Elvis Gonzáçez/EFE
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Neve rara em Santiago mata 1 e provoca cortes de energia

Capital chilena amanheceu coberta por um manto branco, após a intensa tempestade de neve que caiu durante a madrugada, formando uma paisagem pouca comum para os 7 milhões de habitantes da cidade

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2017 | 17h05
Atualizado 16 Julho 2017 | 14h46

SANTIAGO - A capital do Chile, Santiago, foi tomada neste sábado, 15, pela maior nevasca da última década e o fenômeno deixou uma pessoa morta, duas feridas e mais de 300 mil lares sem energia elétrica, o que se repetiu em outras regiões do centro e do sul do país.

A Universidade Católica do Chile informou que essa nevasca foi a mais forte na região desde 1971, segundo o jornal chileno La Tercera. 

A cidade amanheceu coberta por um manto branco, após a intensa tempestade de neve que caiu durante a madrugada, formando uma paisagem pouca comum para os 7 milhões de habitantes da cidade. O intendente (governador) da Região Metropolitana, Juan Pablo Gómez, informou que o funcionário de um hospital de Santiago morreu depois de cair na neve e bater com a cabeça. Além disso, duas pessoas foram eletrocutadas na capital, mas estão fora de risco.

Nos bairros altos da cidade, com a paisagem da cordilheira dos Andes ao fundo, centenas de crianças foram às ruas para brincar com a neve, no último fim de semana das férias de inverno do país.

A Oficina Nacional de Emergência do Chile (Onemi) informou que 337 mil clientes ficaram sem energia na capital e cidades ao redor, o que representa um a cada sete habitantes da região. A queda de árvores sobre cabos de energia, por causa da neve, foi a principal ocorrência atendida pelos serviços de emergência ao longo do dia.

Em razão dos cortes de energia, a Onemi decretou situação de alerta para as condições climáticas, e publicou advertências com orientações para o trânsito na cidade.

A disputa da Copa Chile, segundo maior campeonato de futebol do país, foi paralisada temporariamente dois dias após seu início. A Associação Nacional de Futebol suspendeu jogos nos estádios San Carlos de Apoquindo, na capital chilena. / AFP e EFE 

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