EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Nicolás Maduro projeta ter 1 milhão de milicianos em um ano

Na Cúpula das Américas, oposição pede que países aprovem declaração rejeitando eleição presidencial de maio

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 21h32

CARACAS - O governo da Venezuela pretende elevar a 1 milhão o número de cidadãos integrantes do corpo civil armado que hoje conta com 400 mil integrantes, afirmou na sexta-feira, 13, o presidente Nicolás Maduro. “Chegamos a quase 400 mil homens e mulheres milicianos. Se queremos de verdade garantir a paz, proponho que, em um ano, haja uma expansão para 1 milhão de homens e mulheres uniformizados e armados”, disse o presidente durante parada militar.

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A oposição ao chavismo pediu sexta-feira, 13, aos países latino-americanos que aprovem no texto final da Cúpula das Américas, que termina hoje, em Lima, uma declaração rejeitando as eleições presidenciais de 20 de maio, por considerar que o processo foi convocado sem que a lei da Venezuela fosse cumprida.

Durante comício sexta-feira, 13, no Consulado do Peru em Caracas, Negal Morales, porta-voz da Frente Ampla, que reúne partidos políticos e grupos civis de oposição ao chavismo, considerou necessário colocar a Venezuela “no epicentro da cúpula”. 

“O que estamos pedindo aos nossos irmãos na sede da Cúpula das Américas? Que eles aprovem uma declaração rejeitando as eleições de 20 de maio”, disse. 

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Os principais partidos políticos de oposição, reunidos na Mesa da Unidade Democrática (MUD), decidiram boicotar a eleição presidencial da Venezuela. “Não será uma eleição presidencial livre. Ela descumpre os princípios ditados pela lei”, afirmou Susana Rojas, integrante da Frente Ampla.

Quase 1 milhão de venezuelanos deixaram o país nos últimos dois anos, segundo a Organização Internacional para as Migrações, ligada à ONU. Os opositores querem também a libertação de 379 pessoas que seriam presos políticos. Eles pedem ainda apoio para processos judiciais contra o governo venezuelano em curso no Tribunal Penal Internacional e na Organização Internacional do Trabalho.

Pelo menos 20 chefes de Estado e de governo, além de inúmeros vice-presidentes e chanceleres das Américas estão em Lima para a cúpula que discute “governabilidade democrática” e corrupção. No entanto, será difícil para a oposição conseguir algum compromisso formal dos dirigentes latino-americanos. 

Apesar da ausência do presidente venezuelano, o chavismo tem apoiadores entre os líderes presentes na Cúpula das Américas, principalmente Bolívia, Nicarágua e outros 14 países do Caribe. / EFE e REUTERS

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