No Japão, Obama elogia China e critica Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intensificou sua missão para reparar a posição global do país ao afirmar que está determinado a tratar as nações asiáticas como parceiras iguais na economia, na diplomacia e na segurança. Em um discurso de 40 minutos realizado hoje em Tóquio, Obama elogiou o progresso econômico da China e criticou a beligerância da Coreia do Norte. "Ásia e EUA não estão separados por esse grande oceano. Estamos ligados por ele", disse o norte-americano.

AE-AP, Agencia Estado

14 Novembro 2009 | 10h00

Embora tenha fornecido poucos detalhes sobre as questões chave do comércio, Obama falou calorosamente da China - que em breve deverá superar o Japão como a segunda economia mundial - e elogiou os grandes passos do país como um motor econômico em desenvolvimento. "Nós saudamos os esforços da China para assumir um papel maior no cenário mundial, um papel no qual a crescente economia está unida a uma crescente responsabilidade", disse Obama a 1,5 mil cidadãos japoneses.

Esse foi o quinto grande discurso de Obama no exterior em seus dez meses na presidência dos EUA e deu continuidade ao profundo rompimento com a abordagem unilateral que marcou as relações internacionais norte-americanas durante o governo de George W. Bush.

Obama ainda criticou a beligerância nuclear da Coreia do Norte e alertou Pyongyang que os EUA e seus parceiros asiáticos não se dobrarão aos testes e lançamentos de mísseis da isolada ditadura. No entanto, ele afirmou que a porta está aberta para que a Coreia do Norte saia do isolamento se parar de produzir armas nucleares e descartar as que supostamente já tem em seu arsenal.

De acordo com Obama, se unir às nações asiáticas é essencial para questões de alta prioridade dos EUA, como a criação de empregos, um ambiente menos poluído e a prevenção da proliferação de armas perigosas. "Quero que todo norte-americano saiba que temos uma participação no futuro dessa região, porque o que acontece aqui tem um efeito direto sobre nossas vidas em casa", declarou o presidente. "O destino dos EUA e da Ásia-Pacífico se tornou mais fortemente ligado do que nunca", acrescentou.

Após almoço com o imperador e a imperatriz do Japão, Obama viaja para Cingapura, onde participará do fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). No encontro, Obama vai se reunir com o primeiro-ministro do país asiático, Lee Hsien Loong, e com o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev.

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