L'Osservatore Romano/Pool Photo via AP
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No lava-pés, papa visita prisão que abriga ex-mafiosos

Francisco rezou uma missa aos 70 detentos da prisão, uma fortaleza do século 16 situada em Paliano, 75 quilômetros ao sul de Roma

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2017 | 18h41

ROMA - O papa Francisco visitou nesta quinta-feira, 13, uma prisão instalada em uma fortaleza que abriga ex-mafiosos e mais uma vez incluiu um muçulmano e mulheres na tradicional cerimônia de lava-pés, que pontífices anteriores limitaram a homens católicos.

Francisco rezou uma missa aos 70 detentos da prisão, uma fortaleza do século 16 situada em Paliano, 75 quilômetros ao sul de Roma.

Durante o serviço, ele se curvou para lavar e beijar o pé direito de 12 presos, celebrando o gesto de humildade de Jesus com seus 12 apóstolos na noite que antecedeu sua morte.

A prisão de segurança rígida é reservada quase inteiramente aos prisioneiros conhecidos na Itália como "colaboradores da justiça", aqueles que se tornaram testemunhas do Estado contra seus ex-camaradas e precisam de proteção especial.

Nos anos 80 e 90, o local abrigou ex-membros do grupo guerrilheiro Brigadas Vermelhas, mas agora a maioria dos "colaboradores da justiça" são ex-integrantes dos três grupos notórios do crime organizado italiano – a Cosa Nostra, a Camorra e a 'Ndrangheta.

O Vaticano disse que entre os 12 havia 3 mulheres e 1 muçulmano que decidiu se converter ao catolicismo e deve ser batizado em junho. Dos 12, havia 10 italianos, 1 albanês e 1 argentino, assim como o papa.

Seus antecessores realizavam a missa de quinta-feira nos cenários majestosos do Vaticano ou da Basílica de Roma. Francisco mudou a tradição depois que foi eleito para enfatizar a importância de sair em auxílio dos pobres, doentes e presos. / REUTERS 

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