Amel Emric / AP
Amel Emric / AP

Nova 'tragédia' no Mediterrâneo pode ter matado centenas de migrantes, diz Itália

Segundo o presidente, ainda não se sabe quantas pessoas morrera; chanceler italiano cobra comprometimento de países da UE

O Estado de S. Paulo

18 Abril 2016 | 10h20

ROMA - Centenas de pessoas podem ter morrido em mais uma tragédia com migrantes no mar Mediterrâneo, disse o presidente da Itália, Sergio Mattarella, nesta segunda-feira, 18. Segundo reportagens da mídia italiana, até 400 imigrantes podem ter morrido em naufrágios perto da costa do Egito em tentativa de travessia para a Europa.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Paolo Gentiloni, havia confirmado mais cedo relatos de que muitos imigrantes morreram em águas egípcias. "O que é certo é que estamos mais uma vez com uma tragédia no Mediterrâneo, exatamente um ano depois da tragédia que tivemos em águas líbias", disse o chanceler italiano a repórteres, em referência às mortes de centenas de imigrantes na costa da Líbia em abril de 2015. "Estamos tentando obter mais informações, principalmente com as autoridades egípcias", acrescentou.

Mattarella disse, durante uma cerimônia de premiação em Roma, que a Europa precisa refletir sobre "mais uma tragédia no Mediterrâneo". 

O chanceler alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse que as primeiras informações que recebeu apontam para a morte de "mais de 300 pessoas", mas advertiu que é necessário obter outros dados.

Líbia. Há um ano, cerca de 700 pessoas desapareceram no Canal da Sicília quando tentavam alcançar o litoral da Itália, na maior tragédia deste tipo ocorrida no Mar Mediterrâneo nas duas últimas décadas. Gentiloni considerou que o naufrágio desta segunda é "mais um motivo para (países europeus) se comprometerem a não levantar muros" na União Europeia, mas optar por soluções conjuntas. /EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.