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Carolyn Kaster|AP

Novo governo na Venezuela será melhor para todos, diz Obama

Presidente americano diz que crise econômica no país preocupa os EUA, mas garante que a mudança cabe apenas aos venezuelanos

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O Estado de S. Paulo

14 Março 2016 | 20h53

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse nesta segunda-feira, 14, em entrevista a CNN em espanhol que está preocupado com a crise econômica na Venezuela e afirmou que será "melhor para todos" que os venezuelanos elejam o quanto antes um governo no qual todos confiem. As declarações do presidente foram dadas depois de ele renovar um decreto que sanciona algumas autoridades de segundo escalão do governo do presidente Nicolás Maduro, contra o qual militantes chavistas protestaram no fim de semana.   

"Quanto antes o povo venezuelano eleger um governo no qual confie, que seja legítimo e implemente políticas econômicas que tire o país da espiral na qual está será melhor para todos nós", disse o presidente americano a poucos dias de uma histórica viagem a Cuba."Francamente, estamos preocupados com o estado da economia venezuelana."

Maduro frequentemente adota a retórica antiamericana para tentar mobilizar sua base de apoio e acusa Obama e a oposição de tramar golpes de Estado para derrubá-lo. 

Na entrevista, Obama destacou que todos os países do continente americano estão interligados e não está no interesse de seu governo ver a Venezuela fracassar economicamente. "Isso teria um impacto direto nas economias da Colômbia, do México e da América Central e, no limite, nos afetaria também. Queremos que o povo venezuelano tenha êxito", afirmou o presidente. "Mas será difícil para eles ter êxito econômico se não resolverem problemas de governabilidade que já ocorrem há bastante tempo. 

O presidente americano também defendeu o decreto que sanciona autoridades chavistas, renovado no começo do mês. "Quando implementamos essas sanções estávamos preocupados que a Venezuela não cumpria regras democráticas básicos e isso era danoso não só para eles como também para os países vizinhos", afirmou o presidente. "Mas a nossa opinião é que o ocorra na Venezuela deve ser decidido pelo povo venezuelano." / EFE e AFP

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