Novo plano nuclear do Irã é 'muito perigoso', diz França

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, qualificou o plano do Irã de construir mais usinas de enriquecimento de urânio como "muito perigoso", segundo o jornal "Le Figaro". O governo iraniano disse ontem que pretende implementar mais dez plantas de enriquecimento, apenas dois dias após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovar uma moção de censura ao país pela construção de uma segunda planta do tipo. "O Irã persistir em ignorar as exigências de uma importante agência como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é de fato muito perigoso", afirmou Kouchner, segundo o diário.

AE, Agencia Estado

30 Novembro 2009 | 10h21

Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, pediu que o Irã aceite a oferta das potências para que abandone seu programa nuclear em troca de benefícios. Miliband pediu que o país não caminhe rumo ao "isolamento". Segundo o ministro, Teerã tem direito a um programa nuclear civil com fins pacíficos, mas o país persa precisa "restaurar a confiança internacional" sobre suas intenções.

O governo iraniano insiste que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, como a produção de energia. No entanto, países como Estados Unidos e Israel afirmam que o país busca produzir armas em segredo. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse ontem que a construção de novas plantas seria outra séria violação nas resoluções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) - e mais um exemplo da opção do Irã pelo isolamento.

Diplomacia

Hoje o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, afirmou que a questão ainda pode ser resolvida pela via diplomática. Há uma proposta de EUA, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha para que o Irã envie urânio ao exterior, para que ele seja mais enriquecido e retorne ao país. Com isso, aumentaria o controle internacional sobre o programa nuclear iraniano, reduzindo a chance de se produzir armas em segredo. O país ainda não deu uma resposta final a essa proposta, mas várias autoridades iranianas manifestaram reservas sobre ela. As informações são da Dow Jones.

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