Novos atentados no Iraque deixam 10 mortos

Mortes ocorreram em diferentes regiões do país nas últimas 12 horas

Efe,

21 Março 2012 | 05h53

BAGDÁ - Pelo menos dez pessoas, entre elas uma mãe e seus três filhos, morreram nas últimas 12 horas em diferentes atentados no Iraque, informaram à Agência Efe fontes do Ministério do Interior.

 

As fontes explicaram que um grupo armado degolou nesta quarta-feira uma mãe e seus três filhos na região de Zafaraniya, ao sudeste de Bagdá, sem dar mais detalhes. Em outro incidente, homens armados disfarçados de soldados invadiram a casa de um membro de um Conselho de Salvação, milícia tribal que colabora com a Polícia na luta contra os terroristas, na zona de Henbes, 40 quilômetros ao nordeste de Baquba, capital da província oriental de Diyala.

 

Os criminosos mataram a esposa do miliciano, que ficou ferido grave. Em Al Azim, 60 quilômetros ao norte de Baquba, quatro soldados iraquianos ficaram feridos em um ataque de insurgentes contra o posto de controle onde se encontravam. Por outro lado, vários policiais encontraram hoje o cadáver de um funcionário do Ministério de Comércio com várias marcas de bala no bairro de Karrada, no centro de Bagdá.

 

Ontem à noite, homens armados enfrentaram a Polícia em um posto de controle na área de Al-Karmah, ao leste de Fallujah, 50 quilômetros ao oeste da capital, e mataram quatro agentes. Em outro ataque ontem à noite, o xeque de um clã faleceu pelos disparos de um grupo desconhecido contra o carro no qual viajava pelo oeste de Ramadi, capital da província ocidental de Al-Anbar.

 

Ontem, 42 pessoas perderam a vida em uma cadeia de atentados em diferentes cidades do país, como Bagdá, Karbala (sul), Kirkuk (norte) e Ramadi (oeste), coincidindo com o nono aniversário da invasão do Iraque e a apenas uma semana da realização da cúpula de chefes de Estado árabes na capital iraquiana. O Iraque vive uma escalada da violência desde a retirada dos soldados americanos, em 18 de dezembro passado, e a emissão, um dia depois, de uma ordem de detenção contra o vice-presidente sunita, Tareq al Hashemi, por supostos delitos de terrorismo.

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