FETHI BELAID/AFP
FETHI BELAID/AFP

Número de mortos em ataque a museu na Tunísia sobe para 23

Sete vítimas, encontradas sem documentos no museu, ainda não foram identificadas; premiê diz que governo identificou atiradores mortos e continua procurando cúmplices do ataque

O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 09h07

 TÚNIS - O ministro da Saúde da Tunísia, Said Aidi, confirmou nesta quinta-feira, 19, que o número de mortos no ataque ao Museu Nacional do Bardo, na capital do país, subiu para 23 - incluindo 18 turistas estrangeiros. O número de feridos também aumentou, chegando a quase 50 pessoas.

De acordo com Aidi, também morreram cinco tunisianos no episódio, incluindo dois atiradores que foram mortos pelas Forças de Segurança do país. As autoridades ainda procuram por outras duas ou três pessoas que teriam participado do ataque. 

Um funcionário do hospital Charles Nicolle, para onde a maior parte das vítimas foi levada, afirmou que sete vítimas, encontradas dentro do museu sem documentos, ainda não foram identificadas. Moncef Hamdoun afirmou que das vítimas já identificadas, três eram japonesas, duas espanholas, uma colombiana, uma australiana, uma britânica, uma belga, uma francesa e uma polonesa.

O atentado contra o Museu Nacional do Bardo já é o pior ataque contra estrangeiros na história recente da Tunísia. O primeiro-ministro Habib Essid disse que um dos atiradores morto pela polícia já era conhecido pelos serviços de inteligência do país, apesar de uma relação formal entre ele e grupos terroristas não ter sido estabelecida.

Nesta quinta feira, o museu foi cercado com arame farpado e agentes das Forças de Segurança do país vigiavam o local, que fica ao lado do Parlamento. Em entrevista à rádio francesa RTL, Essid garantiu que a Tunísia está trabalhando com outros países para descobrir mais informações sobe os atiradores mortos, identificados como Yassine Laabidi e Hatem Khachnaoui.

Sobreviventes. Dois turistas espanhóis, um homem e uma mulher grávida, foram encontrados na manhã desta quinta-feira escondidos dentro do museu. Eles passaram a noite escondidos em um escritório depois de terem sido ajudados durante o ataque por um funcionário do local.

Os dois, além do funcionário do museu, foram levados a um hospital para passarem por exames de rotina. / AP e AFP

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