EFE
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Número de mortos em deslizamento na Guatemala chega a 139

Diminuem esperanças da equipe de resgate de encontrar sobreviventes em desastre ocorrido nos arredores da capital do país

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 09h37

(atualizada às 20h23) CIDADE DA GUATEMALA - As buscas por vítimas de um deslizamento de terra em Santa Catarina Pinula, a 20 km da Cidade da Guatemala, completaram ontem quatro dias e o número de mortes chegou a 139, informaram os serviços de emergência guatemaltecos. Ainda há cerca de 300 desaparecidos e restam poucas esperanças de encontrar sobreviventes.

Dos corpos das 139 vítimas, oito foram encontrados ontem, segundo o coordenador da equipe de resgate, Sergio Cabañas. O desastre, considerado a maior catástrofe natural sofrida no país neste ano, aconteceu na quinta-feira à noite no assentamento El Cambray II, do município de Santa Catarina Pinula, nos arredores da capital guatemalteca.

“Acho difícil que haja sobreviventes”, disse Cabañas. “Temos encontrado água do rio nas casas afetadas, mas esperamos que casas mais distantes não tenham desabado.”

Ainda de acordo com o coordenador do resgate, jovens e crianças têm mais chance de serem encontrados comida. “Os sobreviventes precisam de água, espaço para respirar e estarem em boas condições físicas”, explicou. 

A Coordenadoria Nacional para a Prevenção de Desastres Naturais (Conred) afirmou que no ano passado tinha emitido um alerta sobre os riscos do assentamento, que fica numa das encostas da cidade, e recomendou um plano para realocar os moradores. 

“As autoridades locais foram informadas em dezembro do grave risco que os moradores corriam”, disse o diretor-geral da Conred, Alejandro Maldonado. 

Questionado sobre se entraria com um processo na Justiça contra a prefeitura por negligência, Maldonado afirmou que esperará a conclusão de um laudo sobre o que foi feito nos últimos meses para evitar deslizamentos como o de quinta-feira. Ainda de acordo com ele, há diversos assentamentos na região metropolitana da Cidade da Guatemala que correm o mesmo risco. Ao menos 600 famílias moravam no local. 

A Procuradoria-Geral da Guatemala assegurou que 69 vítimas já foram identificados e a Conred, que trabalha com números menores por seguir mais protocolos, afirmou que pelo menos um terço está sem identificação - 20 seriam menores de idade. / AP e EFE 

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