Nick Giblin/DroneBase via AP
Nick Giblin/DroneBase via AP

Número de mortos por incêndios florestais na Califórnia sobe para 21

Cerca de 2 mil casas e comércios foram destruídos pelas chamas, que obrigaram cerca de 20 mil pessoas a deixarem suas casas

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 10h42

SANTA ROSA, EUA - Bombeiros que combatem incêndios florestais na região de vinícolas da Califórnia enfrentam a possibilidade de novos incidentes nesta quarta-feira, 11, uma vez que condições secas e ventos fortes retornaram à área onde ao menos 21 pessoas morreram e cerca de 2 mil casas e comércios foram destruídos pelas chamas.

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Rajadas de até 80 km/h e umidade de 10% estão previstas para esta tarde e para quinta-feira na região, onde 17 incêndios forçaram cerca de 20 mil pessoas a deixarem suas casas, disseram autoridades.

“O potencial para novos incêndios que podem crescer exponencialmente, como esses fizeram em tão curto período de tempo, está aqui”, disse Lynne Tolmachoff, porta-voz do Departamento de Floresta e Proteção contra Incêndios da Califórnia.

Os incêndios chegaram a consumir mais de 52 mil acres em uma região vinícola. “Toda porção de vegetação foi destruída”, disse um homem em Napa. “Até a churrasqueira derreteu, e ela é feita para aguentar calor.”

James Harder e seus amigos tentaram salvar seu negócio, a vinícola James Cole, uma produtora pequena de vinhos. Ele afirmou que viu uma parede com entre 6 e 9 metros de altura que seguia em direção à sua propriedade. Com isso, Harder formou uma brigada com seis pessoas para combater a chegada do fogo. O grupo trabalhou durante toda a noite jogando água de um tanque de 10 mil galões, usados para irrigar as plantações. “Teríamos perdido tudo se não fossem os nossos amigos”, contou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia declarado estado de desastre e liberou recursos federais para ajudar no combate aos grandes focos de incêndios florestais.

Eles começaram de maneira explosiva no domingo, alimentados pelos fortes ventos que diminuíram na terça-feira, fazendo com que os bombeiros conseguissem se concentrar no combate às chamas. / REUTERS, AFP e NYT

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