Evan Vucci / AP
Evan Vucci / AP

Nunca pedi que Comey parasse de investigar Flynn, diz Trump

Declarações vêm na esteira do aumento da tensão política em Washington

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2017 | 11h34

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar neste domingo, 3, que “nunca pediu” a James Comey, ex-diretor do Escritório Federal de Investigações (FBI, na sigla em inglês), que ele interrompesse as investigações sobre Michael Flynn, ex-conselheiro de Segurança Nacional.

As declarações de Trump vêm na esteira do aumento da tensão política em Washington. Na semana passada, Flynn fez um acordo de delação premiada com o FBI para testemunhar que foi instruído a fazer contato com autoridades russas durante as eleições de 2016.

Por sua vez, Comey, que foi demitido em maio, escreveu em um memorando que Trump pediu a ele que ele deixasse a investigação sobre Flynn “passar”.

“Eu nunca pedi a Comey para parar de investigar Flynn. Esta é apenas mais uma cobertura de fake newsbem como uma mentira de Comey!”, escreveu o presidente americano no Twitter.

Trump disse via Twitter no sábado que demitiu Flynn por ele ter mentido ao FBI e ao vice-presidente, Mike Pence. A demissão do conselheiro ocorreu em fevereiro, e à época, apenas se sabia que Flynn havia mentido para Pence, não ao FBI.

Após Trump dar uma nova versão para a demissão de Flynn, a imprensa americana apontou que as declarações do presidente sugerem tentativa de obstrução de Justiça.

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“Não se sabe os motivos de Trump ter citado a mentira ao FBI como um dos fatores para a demissão de Flynn. Isso sugere que o presidente sabia, naquele momento, que Flynn havia feito algo ilegal”, disse reportagem da agência de notícias. / Associated Press

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