Sonny Tumbelaka/AFP
Sonny Tumbelaka/AFP

Nuvem de cinza do vulcão Agung, em Bali, deixa de afetar voos

Centro de Vulcanologia e Combate de Perigos Geológicos mantém o alerta no nível máximo, o quatro, e a área de segurança em um raio de até dez quilômetros de distância da cratera

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2017 | 07h10

KARANGASEM - A coluna de cinza expulsa pelo vulcão Agung na ilha de Bali, na Indonésia, há mais de uma semana diminuiu e os especialistas descartam incidências no transporte aéreo, neste domingo, 3, embora se mantenha o alerta de uma possível erupção maior.

O Centro de Alerta de Cinza Vulcânica de Darwin (Austrália) informou que a nuvem de cinza é mínima e as companhias aéreas que até agora tinham optado por cancelar voos, como a Virgin Australia, oferecem viagens de "recuperação" procedentes de Bali.

"O vulcão está em calma na parte externa, mas estão acontecendo muitas coisas dentro dele", publicou a Magma, a plataforma nacional de informação e coordenação para vulcões e outros desastres, em redes sociais.

O posto de observação do vulcão em Rendang informou que o Agung sofre tremores leves mas contínuos e que continua expulsando lava.

O Centro de Vulcanologia e Combate de Perigos Geológicos mantém o alerta no nível máximo, o quatro, e a área de segurança em um raio de até dez quilômetros de distância da cratera.

O número de evacuados em centros de acolhimento chegou a 59 mil, segundo o último registro, quando as autoridades calculam que entre 90 mil e 100 mil indonésios vivam dentro da área de perigo.

Muitos afetados buscaram alojamento em casas de famílias e amigos, e outros milhares se negam a deixar a região, sobretudo por motivos econômicos, mas também por razões espirituais.

O aeroporto internacional de Bali, o Ngurah Rai, fechou na segunda-feira, 27, e na quarta-feira, 29, à tarde por causa da nuvem de cinza, o que afetou mais de 100 mil passageiros.

O Agung fica no leste de Bali, no distrito de Karangasem, longe da maioria das atrações turísticas, que continuam seguras.

Esta erupção é a primeira do Agung desde 1963, quando as erupções duraram quase um ano e mataram mais de 1.600 pessoas. / EFE

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