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O prefeito, o crack e a reeleição

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2014 | 02h 03

Ford, que admitiu vício, está em 2º nas pesquisas

As últimas pesquisas de opinião sobre as eleições para prefeito de Toronto, no Canadá, trazem um resultado surpreendente. O atual prefeito, Rob Ford, conhecido no mundo inteiro por admitir ter fumado crack e sofrer de alcoolismo, ficou em segundo lugar na sondagem, apenas 3 pontos porcentuais abaixo do primeiro colocado.

A tendência é a de que o bonachão Ford ganhe apoio até a votação de outubro. A candidata que estava em primeiro lugar, Olivia Chow, caiu para a terceira posição na pesquisa da Forum Research, divulgada na quinta-feira. O outro rival de Ford, John Tory, subiu para o topo, com 34% das intenções de voto. O atual prefeito de Toronto e candidato à reeleição tem 31%, o maior índice que registrou este ano. Na pesquisa anterior, de julho, a disputa entre os três estava bem acirrada.

Houve pelo menos um fato relevante para a reviravolta. Um dos candidatos, Karen Stintz, saiu da disputa. De acordo com a empresa de pesquisa canadense que fez o levantamento, 30% de seus apoiadores mudaram para Ford e 27% foram para Tory.

Os moradores de Toronto parecem ter perdoado as escorregadas de Ford. Em junho, 63% da população queria que ele renunciasse. Esse índice caiu agora para 50%, o que na situação do prefeito não é ruim, já que ele não precisa de maioria absoluta para ser reeleito. E, de acordo com analistas, os candidatos opositores estão fazendo o serviço direitinho ao dividir o movimento "não a Ford".

A campanha também tem lances de humor. Quando sugeriram a Ford que fizesse uma espécie de teste antidoping antes das eleições, ele disse "tudo bem", desde que todos os candidatos fizessem o mesmo. Tory e Chow aceitaram, mas David Soknacki não concordou - ele tem 4% das intenções de voto.

Soknacki justificou sua atitude por meio de um porta-voz dizendo que "urinar em um copo para a mídia ver" distrairia os eleitores do verdadeiro foco da disputa. "E privaria o bom povo desta cidade de uma conversa adulta em relação ao futuro." / EFE e W.POST

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