Obama chega ao Japão e inicia 1ª visita oficial à Ásia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu início hoje a sua primeira visita oficial à Ásia ao desembarcar em Tóquio, capital do Japão. O país que é o principal aliado de Washington em uma região cada vez mais dominada pela China. O objetivo do giro de Obama por quatro países asiáticos é fazer frente a sugestões de que os EUA estariam perdendo influência na região mais populosa do mundo por estar com a atenção voltada para problemas internos e para as guerras no Iraque e no Afeganistão.

AE, Agencia Estado

13 Novembro 2009 | 08h56

Ao passar por Cingapura, durante o fim de semana, Obama participará da reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico. Depois, na próxima semana, ele passará três dias na China, e encerrará o tour pela Coreia do Sul.

No Japão, onde um novo governo de centro-esquerda assumiu o poder depois de mais de cinco décadas de domínio quase ininterrupto do Partido Liberal Democrata (PLD), Obama e o primeiro-ministro Yukio Hatoyama tentarão solucionar um impasse referente às bases militares norte-americanas no país e enfatizar objetivos compartilhados com relação às mudanças climáticas, à guerra no Afeganistão e a um mundo livre de armas nucleares.

Hatoyama tem afirmado que pretende abandonar um impopular plano de construção de uma nova base militar norte-americana em Okinawa e que encerrará a missão de reabastecimento naval que, desde 2001, auxilia na campanha dos EUA no Afeganistão. No decorrer da semana, enfatizando o lado humanitário em detrimento da ajuda militar, seu governo prometeu US$ 5 bilhões para ajudar o governo afegão a estabilizar o país.

Apesar de ter se mostrado mais assertivo em relação à superpotência, Hatoyama tem manifestado admiração por Obama e salientado semelhanças entre seu partido e o do norte-americano, já que ambos derrotaram governos conservadores em meio a promessas de mudança de rumo. A expectativa é a de que os líderes anunciem esforços conjuntos para combater as mudanças climáticas e a proliferação de armas nucleares. As informações são da Dow Jones.

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