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Obama entra em campanha com crítica velada a Trump

- Atualizado: 13 Janeiro 2016 | 18h 43

Democratas e republicanos em Washington discutiam o efeito da fala do presidente sobre a candidatura do empresário

Obama discursa em Washington, observado pelo vice-presidente Joe Biden e o presidente da Câmara Paul Ryan

Obama discursa em Washington, observado pelo vice-presidente Joe Biden e o presidente da Câmara Paul Ryan

WASHINGTON - Um dia depois do discurso sobre o Estado da União do presidente Barack Obama, democratas e republicanos em Washington discutiam o efeito da fala do presidente sobre a candidatura do empresário Donald Trump, que tenta concorrer à Casa Branca pela oposição. No discurso, Obama fez diversas críticas indiretas a Trump, especialmente em virtude das posições do empresário sobre imigração e terrorismo. 

Em resposta, o pré-candidato disse que o discurso foi “o mais chato que ele já ouviu. Além de Obama, Trump também foi criticado indiretamente pela governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, responsável por discursar em resposta a Obama. Em seu pronunciamento, ela também se posicionou contra as visões de Trump – o empresário chegou a chamar imigrantes mexicanos de estupradores e ladrões e propôs barrar os muçulmanos de entrar nos Estados Unidos. 

“Precisamos rejeitar qualquer tipo de política que visa pessoas por causa de raça ou religião. Não é uma questão de ser politicamente correto”, disse Obama. “É fácil ser cínico e aceitar que a política não funciona e nossas ações não importam. 

A governadora, por sua vez, disse que imigrantes que pretendem vir aos Estados Unidos para trabalhar e seguir as leis do país são bem-vindos. As críticas de dentro do próprio partido indicou um sinal de desgaste de Trump junto ao establishment republicano. 

“Algumas pessoas acham que gritar mais alto faz a diferença. Isso não é verdade. Às vezes é melhor falarmos mais baixo”, disse Nikki. 

O empresário, no entanto, ignorou as críticas. “Foi o discurso mais chato e vazio que eu ouvi em um longo tempo”, escreveu em sua conta no Twitter. 

Outro alvo aparente de Obama foi o senador do Texas Ted Cruz, segundo colocado nas pesquisas republicanas, que prometeu aniquilar o Estado Islâmico com campanhas na Síria e no Iraque. 

“É preciso mais para derrotar o EI que falar grosso e pedir para atacar civis”, disse o presidente. Cruz respondeu que apesar das lições sobre civilidade Obama é um dos presidentes que mais dividiu os Estados Unidos. 

Tanto Trump quanto Cruz, líderes nas pesquisas semanas antes das primárias de Iowa e New Hampshire, prometem levar os republicanos a um confronto direto com Obama e desmontar os feitos dele como presidente. 

O presidente também usou o discurso para rebater as críticas feitos pelos candidatos mais moderados do partido à sua condução da economia, entre eles Jeb Bush e Marco Rubio. 

“Quem diz que a economia está em declínio está produzindo ficção”, disse Obama. “E quem diz que o tamanho americano no mundo está diminuindo está fazendo fumaça política. Somos o país mais poderoso do mundo. Ponto.”

Bush criticou o trecho dedicado à política externa. “Os Estados Unidos estão mais seguros? A Coreia do Norte está fazendo testes com material nuclear. A Síria está um caos. Os taleban seguem avançando. Esse presidente vive em um mundo diferente”, disse Bush no Twitter.

Apoio. Por outro lado, os pré-candidatos democratas, especialmente Hillary Clinton, não tardaram em elogiar o último discurso anual de Obama “Os Estados Unidos estão melhores devido à liderança do presidente. Estou orgulhosa de chamá-lo de meu amigo. Avancemos sobre esses progressos”, disse a ex-secretária de EstadO.

Seu principal rival democrata, o senador Bernie Sanders, também presenciou o discurso no Congresso e disse no Twitter que o pronunciamento tinha sido importante porque Obama lembrou ao país para que não tenha medo da mudança, mas aproveite a oportunidade para melhorar as vidas de todos os americanos. / REUTERS, NYT e EFE

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