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Obama não planeja visitar base de Guantánamo durante visita a Cuba

Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, disse 'não esperar' que presidente vá até a prisão enquanto estiver na ilha, nos dias 21 e 22; plano de fechar Guantánamo não inclui devolução do território

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O Estado de S. Paulo

03 Março 2016 | 08h44

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não planeja visitar a base naval de Guantánamo durante sua visita a Cuba nos próximos dias 21 e 22 de março, afirmou na quarta-feira o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. "Não espero que o presidente vá visitar a base na baía de Guantánamo", disse Earnest em sua entrevista coletiva diária.

Obama apresentou na semana passada um novo plano para tentar fechar a prisão para suspeitos de terrorismo situada na base de Guantánamo por meio da transferência de entre 30 a 60 presos para o território americano, um objetivo que tenta concretizar ao longo de toda sua presidência.

Durante o processo de normalização das relações bilaterais, Cuba insistiu em reivindicar a devolução do território ocupado pela base naval desde 1898, quando os EUA ocuparam militarmente a ilha após vencer a Espanha na guerra hispânico-americana.

Porém, os EUA não deram até agora nenhuma indicação de estarem dispostos a isso, e o secretário de Estado, John Kerry, garantiu na semana passada que não está ciente de "nenhum plano" do governo americano para devolver o território a Cuba se a prisão for mesmo fechada.

"Eu me oporia pessoalmente a isso", comentou Kerry durante uma audiência na Câmara dos Representantes.

A viagem de Obama a Cuba - a primeira à ilha de um presidente americano em exercício em 88 anos - incluirá, por outro lado, uma visita ao Estádio Latino-Americano de Havana, onde assistirá um amistoso de beisebol entre uma equipe da Flórida e a seleção de Cuba, segundo informou a Casa Branca. / EFE

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