Obama se abstém de acordo para abolir minas terrestres

O governo dos Estados Unidos anunciou hoje que decidiu se abster de firmar uma convenção internacional para abolir as minas antipessoais. O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, disse que o governo terminou recentemente uma revisão do tema e determinou que manterá a política aplicada durante o mandato do então presidente George W. Bush. "Decidimos que nossa política sobre as minas terrestres segue vigente", afirmou.

AE-AP, Agencia Estado

25 Novembro 2009 | 12h02

Pelo menos 150 países aceitaram as disposições do Tratado para a Proibição das Minas, com o objetivo de parar com a produção, o uso, o armazenamento e a comercialização desses artefatos explosivos. Entre as nações opostas ao documento estão, além dos EUA, China, Índia, Paquistão, Mianmar e Rússia.

O senador democrata Patrick Leahy criticou a decisão e qualificou a revisão do Departamento de Estado como "superficial". Leahy descreveu a atitude como "uma oportunidade perdida". "Devemos estar à frente desse esforço, não ficarmos à margem." O porta-voz do Departamento de Estado disse que os EUA enviarão um grupo observador de nove especialistas à conferência da próxima semana, que examinará o tratado na cidade colombiana de Cartagena.

Diversas organizações de direitos humanos esperavam que Obama firmasse o tratado. O diretor da divisão de armas do grupo Human Rights Watch, Stephen Goose, demonstrou surpresa com o desfecho "decepcionante" da questão. A Campanha Internacional para Proibir as Minas Terrestres informou neste mês que há cerca de 70 países com artefatos do tipo instalados. Segundo a entidade, as minas mataram pelo menos 1.266 pessoas e feriram 3.891 no ano passado.

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