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Obama se diz consternado com execução de jornalista

O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2014 | 14h 32

Está claro para o mundo todo que um grupo como o Estado Islâmico não tem lugar no século 21, disse o presidente americano

 WASHINGTON -  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar consternado com a execução do jornalista James Foley, decapitado por militantes do Estado Islâmico. 

"Está claro para o mundo todo que um grupo como o Estado Islâmico não tem lugar  no século 21", disse Obama. "Esse ato de violência chocou o mundo todo. O EI é um câncer."

Mais cedo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, antecipou seu retorno das férias para cuidar do tema. O suspeito de decapitar o jornalista aparece no vídeo com sotaque britânico. 

"Ele vai se reunir com o secretário de Exterior e importantes autoridades das secretarias de Interior e Relações Exteriores e as agências para discutir a situação no Iraque e na Síria e a ameaça dos terroristas do Isil", disse um comunicado do gabinete de Cameron.

A Grã-Bretanha disse ainda que vai trabalhar em conjunto com os Estados Unidos para identificar o homem que aparece no vídeo com a faca, que parece ter um sotaque britânico.

"Nossos serviços de inteligência vão observar este vídeo com muita atenção em ambos os lados do Atlântico para estabelecer a autenticidade, tentar identificar o indivíduo envolvido e então vão trabalhar juntos para tentar localizá-lo", disse o secretário de Relações Exteriores, Philip Hammond, à Sky News.

O Estado Islâmico, conhecido anteriormente como Estado Islâmico no Iraque e no Levante, ou Isil, declarou um califado em partes do Iraque e da Síria.

O grupo divulgou um vídeo na terça-feira que mostra, aparentemente, a decapitação do jornalista norte-americano James Foley. / EFE e REUTERS