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Obama será otimista em seu último discurso do Estado da União

Segundo assessor, presidente pretende fazer contraste com abordagem ‘melancólica’ dos republicanos

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O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2016 | 07h00

WASHINGTON - Em clima de despedida da Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, fará hoje à noite seu último discurso do Estado da União. Nele, segundo seus assessores, o presidente pretende pintar um quadro otimista e fazer um contraste com os republicanos que buscam substituí-lo na eleição de novembro. 

Na noite de domingo, o chefe de gabinete da Casa Branca, Denis McDonough, disse que o discurso fará uma espécie de grande retrato do futuro do país. A perspectiva de Obama é “diferente daquela de tristeza e melancolia que ouvimos dos candidatos republicanos lá fora”, disse McDonough no programa da ABC News This Week.

A Casa Branca divulgou um vídeo com o presidente fazendo o convite para que os americanos assistam ao discurso, em um tom otimista. Assista: 

O presidente focará a reviravolta na economia durante seu mandato e tentará evitar ser tachado de incapaz de avançar nas prioridades conforme o Congresso se prepara para seu sucessor, que assumirá o cargo em janeiro de 2017.

Falando no Capitólio, Obama se dirigirá a membros do Legislativo e outros altos funcionários do governo, incluindo juízes da Suprema Corte. O discurso, uma exigência da Constituição americana, será feito mais cedo do que o habitual, em parte para que não seja ofuscado pelas eleições primárias, que começam no dia 1o, em Iowa. 

Convidados. Um recém-chegado refugiado sírio com uma impressionante história está entre os convidados da primeira-dama, Michelle Obama, para o discurso. A decisão da primeira-dama sobre os convidados para o pronunciamento frequentemente destaca as prioridades do presidente, e neste ano não será diferente. 

A Casa Branca também divulgou um vídeo com os bastidores do convite, as ligações para os convidados. Assista: 

Refaai Hamo chegou a Detroit no dia 18 com seus quatro filhos depois de passarem dois anos na Turquia. Ele fugiu da Síria depois que um míssil lançado pelo governo sírio destruiu o complexo onde ele e sua família moravam. A mulher de Hamo e uma de suas filhas morreram. 

Na Turquia, Hamo foi diagnosticado com câncer de estômago. Depois de obter status de refugiado nos EUA, ele e seus filhos agora vivem no subúrbio de Detroit. A seleção de Hamo é uma resposta dos Obamas para os republicanos que desejam bloquear a entrada de refugiados sírios no país. / AFP e REUTERS 

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