REUTERS/Mariana Bazo/ Files
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Odebrecht pagou US$ 3 mi a Humala em 2011

Partido do ex-presidente peruano, o Partido Nacionalista Peruano (PNP), diz que as doações são legais

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2017 | 19h04

LIMA - Uma delação da construtora Odebrecht publicada nesta quinta-feira, 24, pela imprensa peruana indica que a empresa financiou com US$ 3 milhões a campanha do ex-presidente peruano Ollanta Humala nas eleições de 2011. O ex-diretor da empresa no Peru Jorge Barata disse a procuradores peruanos que as doações foram feitas a pedido do PT e algumas foram entregues pessoalmente à mulher de Humala, Nadine Heredia. O partido de Humala, o Partido Nacionalista Peruano (PNP), diz que as doações são legais.

A Promotoria peruana investiga Humala e Nadine por lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de campanha nas eleições de 2011. Barata, que fez acordo de delação premiada para colaborar com as investigações em troca de diminuição de pena, confessou a um grupo de promotores peruanos que inicialmente entregou a Nadine US$ 1 milhão em uma casa que Humala tem em Lima.

Remessas procedentes do Brasil eram enviadas aos escritórios da Odebrecht em Lima, enquanto outras quantias similares foram entregues aos publicitários petistas Luis Favre e Valdemir Garreta para que as levassem até o Peru.

Segundo Barata, as doações terminaram após a eleição de Humala. Barata afirmou que nenhum desses pagamentos tinha o objetivo de garantir obras para a Odebrecht.

O PNP nega irregularidades. “Pedimos respeito ao devido processo legal no recolhimento de informações, especialmente de quem ao colaborar com a Justiça mudou versões anteriores”, disse em nota o partido. / EFE

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