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OMS diz que mais 23 são infectados por nova onda de gripe aviária na China

Outras 23 pessoas foram infectadas com a cepa H7N9 da gripe aviária nos últimos dias na China, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira, somando-se a pelo menos 24 novos casos da semana passada e confirmando um novo surto de vírus.

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KATE KELLAND,
Reuters

20 Janeiro 2014 | 19h02

Entre os novos casos, registrados em diferentes províncias da China, está o de um homem de 38 anos que morreu em 9 de janeiro e o de uma menina de 5 anos da província de Guangdong, que ficou doente no dia 14 deste mês e está com quadro estável no hospital.

Muitos dos outros novos doentes estavam em estado grave ou gravíssimo em hospitais, afirmou a OMS. Vários deles relataram recente exposição a frangos ou a mercados de aves, mas a OMS disse que a fonte de infecção ainda estava sob investigação.

O vírus da gripe aviária H7N9 surgiu em março do ano passado e, até agora, infectou pelo menos 199 pessoas na China, em Taiwan e em Hong Kong, matando 52 delas, de acordo com uma atualização do porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

Vários casos de pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram relatados na China, mas a OMS reiterou nesta segunda-feira que "até o momento, não há evidências de transmissão sustentada de humano para humano".

Hartl disse à Reuters na semana passada que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) havia notado o recente aumento rápido das infecções por H7N9 em humanos e estava atenta.

"Até agora não vimos nada que nos leve a alterar a nossa avaliação de risco", disse.

A avaliação da OMS é de que "a atual probabilidade de propagação entre a comunidade... é considerada baixa".

Especialistas dizem que a temporada de gripe de inverno do Hemisfério Norte é, provavelmente, a principal responsável pelo aumento significativo no número de casos de infecção pelo H7N9 em humanos nas últimas semanas, depois de ter caído para quase nada em julho e agosto de 2013.

Mas alertaram que as autoridades de saúde pública e os médicos devem estar atentos para quaisquer sinais de que o vírus, que circula de forma mais ampla, possa estar se adaptando ou sofrendo mutação para se tornar facilmente transmissível entre pessoas.

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