David McNew/AFP
David McNew/AFP

Onda de calor no oeste dos EUA deixa quatro mortos e provoca alertas de incêndio

Autoridades pedem que população economize energia em razão da alta demanda graças à utilização de aparelhos de ar-condicionado

O Estado de S. Paulo

21 Junho 2016 | 09h22

LOS ANGELES - Pelo menos quatro pessoas morreram em decorrência do calor em excesso que tomou conta do oeste dos Estados Unidos e provocou alertas de incêndio em toda a região, disseram as autoridades na segunda-feira.

Os mortos eram três indivíduos e uma motociclista de montanha que sucumbiram à onda de calor no Arizona no domingo, quando foram registradas temperaturas recordes em algumas áreas.

Larry Subervi, porta-voz do corpo de bombeiros de Phoenix, disse que uma das vítimas era uma experiente motociclista de montanha de 28 anos de idade, que realizava um passeio de duas horas e meia na região e que, apesar de levar água suficiente, não resistiu ao calor.

As outras vítimas eram um homem de 25 anos que morreu durante uma caminhada na Trilha Peralta, perto do Gold Canyon, uma mulher de 19 anos que morreu durante uma caminhada na área de Tuscon, e um homem que foi encontrado morto perto de outra trilha.

"Nós temos uma onda de calor a cada ano, mas estamos perto do nosso recorde de todos os tempos, registrado em 1990, de 122 graus Fahrenheit" (50º C), afirmou Subervi. O porta-voz disse ainda que no domingo as temperaturas chegaram a 49º C e que o calor iria aumentar na segunda-feira.

A onda de calor tem provocado incêndios florestais na Califórnia, Novo México e Arizona, forçando o deslocamento de pessoas em algumas áreas.

Ao menos 140 famílias foram deslocadas na área de Santa Barbara, na Califórnia, onde cerca de 2 mil bombeiros lutaram durante vários dias contra o fogo, que já queimou aproximadamente 3,2 mil hectares.

Em Lancaster, os termômetros marcaram 45ºC, batendo o recorde de 1961.

Energia. Os operadores da rede de energia elétrica da Califórnia alertaram na segunda-feira que as pessoas economizem energia elétrica em suas residências e locais de trabalho em razão da alta demanda pela utilização de aparelhos de ar-condicionado, o que coloca em risco a capacidade do local de gerar eletricidade.

As altas temperaturas em Los Angeles fizeram com que locais públicos, como bibliotecas e centros de recreação, fossem transformados em “centros de refrigeração”, e ficassem abertos até mais tarde como um refúgio para as pessoas que não possuem ar-condicionado. /AFP, Reuters e Associated Press

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