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ONU afirma que um milhão de sírios precisam de ajuda humanitária

Há pessoas afetadas diretamente pela violência, os feridos e os que tiveram de deixar suas famílias e perderam o acesso a serviços essenciais

Efe,

29 Março 2012 | 16h38

NAÇÕES UNIDAS - A missão de avaliação humanitária realizada na Síria por equipes técnicas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) concluiu que ao menos um milhão de sírios precisam atualmente de ajuda humanitária nas zonas em que esteve até a última segunda-feira, 26.

Entre os um milhão de sírios há "pessoas afetadas diretamente pela violência, os feridos e os que tiveram de deixar suas famílias e perderam o acesso aos serviços essenciais, assim como as famílias que os acolhem agora", indicou o porta-voz da ONU, Eduardo del Buey.

Ele afirmou que também foram contabilizadas "as pessoas que tiveram um aumento considerável da vulnerabilidade durante o último ano por causa da violência e do impacto das sanções (internacionais) sobre a economia".

"Passarão meses, talvez anos, antes que a situação retorne à normalidade independentemente de qualquer desenvolvimento político ou em matéria de segurança que possa acontecer", acrescentou Buey, explicando que as conclusões da missão já foram enviadas às autoridades sírias.

Os observadores da ONU e da OCI iniciaram no dia 19 de março sua missão de avaliação, supervisionada pelas autoridades sírias e na qual visitaram as regiões de Homs (centro), Hama (centro), Tartús (oeste), Latakia (oeste), Aleppo (norte), Deraa (sul) e Rif Damasco (nos arredores da capital).

O número de pessoas que precisam de ajuda humanitária corresponde a essas regiões, onde os cidadãos necessitam de "proteção, alimentos e assistência de saúde, assim como artigos não alimentícios de primeira necessidade, como camas e outros objetos do lar, além de educação", segundo o porta-voz.

O porta-voz do organismo internacional detalhou que um comboio com ajuda humanitária inicial partiu de Damasco com direção a Tartús na quarta-feira, e a distribuição de ajuda deve começar nesta sexta-feira.

A ONU divulgou estes dados no mesmo dia em que o presidente sírio, Bashar al Assad, confirmou que aceitou o plano do mediador internacional Kofi Annan, no qual pede o acesso de equipes humanitárias e a distribuição de ajuda às regiões mais afetadas pela violência.

Apesar disso, a violência continuou fazendo vítimas no país árabe, onde pelo menos 40 pessoas morreram nesta quinta-feira, a maioria na periferia de Damasco e Homs.

Segundo dados das Nações Unidas, desde o início do conflito, 9 mil pessoas morreram, enquanto mais 200 mil fugiram a outras regiões do país e 30 mil se refugiaram no exterior.  

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