REUTERS/Abdalrhman Ismail
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ONU diz que será incapaz de enviar ajuda à Síria se ataques aéreos continuarem

Consultor afirmou que um dos comboios enviados a Homs recentemente foi atingido por um morteiro e outro teve que parar por diversas vezes em razão dos atentados

O Estado de S. Paulo

28 Abril 2016 | 16h26

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que não será capaz de enviar ajuda à Síria se a violência e os ataques aéreos continuarem a ameaçar os comboios.

O consultor da Nações Unidas enviado à Síria, Jan Egeland, disse que um dos comboios enviados a Homs nos últimos três dias foi atingido por um morteiro e outro teve que parar por diversas vezes em razão dos ataques aéreos. Ele não informou quem seria responsável pelos atentados.

Egeland disse que houve "deterioração catastrófica" da segurança no norte da cidade de Alepo. Ativistas dizem que mais de 60 pessoas morreram na região em menos de 24 horas.

Ppelo menos 27 pessoas morreram na cidade, entre elas 3 crianças e o último pediatra que havia na região controlada pelos rebeldes, depois que o hospital de Al Quds foi bombardeado por forças do governo na noite de quarta-feira, informou a emissora Al Jazeera e a ONU.

O mediador da ONU citou o caso para pedir à Rússia e aos EUA que unam seus esforços para dar novo vigor à trégua na Síria e salvá-la "do colapso total".

O hospital atingido era apoiado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF). Com o atentado, dois médicos da organização morreram. Em nota, a diretora da MSF para a missão no território sírio, Muskilda Zancada, “condena categoricamente esse ataque revoltante a mais uma instalação médica na Síria”.

“Esse atentado devastador destruiu um hospital de vital importância em Alepo e o principal centro de referência para cuidados pediátricos na região.” /Associated Press e EFE

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