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ONU estuda se Assange vive em prisão arbitrária

- Atualizado: 03 Fevereiro 2016 | 07h 11

Se parecer for favorável, Grã-Bretanha e Suécia terão de dar liberdade a fundador do WikiLeaks

O jornalista e fundador da ONG WikiLeaks, Julian Assange, pode receber nesta semana um novo e determinante apoio internacional para lutar por sua liberdade. Refugiado na Embaixada do Equador em Londres há mais de 1,8 mil dias, por receio de ser preso pelas autoridades da Suécia e extraditado para os EUA, o australiano solicitou ao Grupo de Trabalho da ONU para Detenção Arbitrária um parecer sobre seu caso, que será conhecido na sexta-feira. Se o parecer for favorável, a Grã-Bretanha e a Suécia serão obrigados a lhe dar a liberdade.

A análise por parte do Grupo de Trabalho da ONU foi solicitada em setembro de 2014 pela defesa de Assange, que conta, por exemplo, com o juiz espanhol Baltasar Garzón, célebre por ordenar a prisão do ex-ditador do Chile, Augusto Pinochet, em Londres, em 1998. Desde então os juristas da ONU estudam duas situações: se o refúgio de Assange na embaixada do Equador configura uma detenção, e se essa detenção está de acordo com o direito internacional.

Assange é considerado suspeito pela Justiça da Suécia desde 2010, acusado de delitos sexuais por duas mulheres. O jornalista reconhece ter mantido relações sexuais com ambas, mas nega qualquer delito e diz ser vítima de uma conspiração internacional que teria como objetivo prendê-lo e facilitar sua extradição para os EUA, onde é acusado de espionagem por ter divulgado milhares de documentos secretos.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aparece ao lado do embaixador do Equador, Ricardo Patino, em janela de embaixada em Londres  em junho de 2013
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aparece ao lado do embaixador do Equador, Ricardo Patino, em janela de embaixada em Londres em junho de 2013

Em junho de 2012, Assange se refugiou na embaixada do Equador e solicitou asilo político ao país, o que lhe foi concedido. Mas o governo da Grã-Bretanha rejeita lhe conceder salvo-conduto para embarcar para Quito. Para os advogados de Assange, na prática o jornalista vive em prisão domiciliar arbitrária.

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