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ONU ordena saída de 600 funcionários do Afeganistão

Organização reduz presença no país por falta de segurança após ataque taleban que matou 5 trabalhadores

estadao.com.br,

05 Novembro 2009 | 07h27

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta quinta-feira, 5, que decidiu retirar mais da metade de seus funcionários estrangeiros no Afeganistão por conta da falta de segurança no país. Segundo o porta-voz Aleem Siddique, o organismo vai retirar 600 de seus 1.100 empregados presentes no país. A medida foi tomada depois do ataque promovido pelo Taleban na semana passada contra a equipe da ONU em Cabul, o primeiro atentado cujo alvo foi diretamente a organização.

 

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Pelos menos cinco funcionários morreram em um ataque do Taleban contra uma residência da ONU. O atentado promovido enquanto a maioria dos 25 trabalhadores hospedados no local ainda dormia. Os militantes usavam coletes com explosivos e uniformes policiais, relataram sobreviventes. Ao todo, a troca de tiros durou cerca de duas horas. Com as chamas engolfando o edifício de três andares, os ocupantes começaram a saltar pelas janelas e a tentar escalar as paredes até o teto.

 

Segundo a ONU, a retirada será feita nas próximas três ou quatro semanas. Alguns funcionários serão realocados dentro do país e outros enviados a outros destinos fora do Afeganistão enquanto o organismo busca locais mais seguros para operar. O porta-voz disse que missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) dispõe de cerca de 5 mil trabalhadores, dos que 80% são afegãos. "Não vamos a nenhum lugar. Levamos mais de meio século no Afeganistão e os programas continuam. Evidentemente os recentes eventos trágicos nos forçam a revisar a segurança", assegurou o porta-voz.

 

Em comunicado, a ONU disse que o organismo está "dando passos adicionais para reduzir os riscos de seu pessoal nacional e internacional" no Afeganistão. A maioria dos 1.100 funcionários trabalha na capital e vivem em mais de 90 residências espalhadas por Cabul.

 

Na sede das Nações Unidas, a porta-voz do organismo, Michèle Montás, manifestou ontem que os responsáveis de segurança revisariam todos os aspectos relacionados com as medidas de proteção com as quais conta a organização mundial no país asiático. "A missão da ONU está examinando os mecanismos de segurança em Cabul e outras partes do país, com o objetivo de reforçar a proteção das instalações das Nações Unidas e suas casas de hóspedes", declarou Montás em entrevista coletiva.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu na segunda-feira com o presidente eleito, Hamid Karzai, em Cabul e lhe pediu que as forças de segurança afegãs contribuam para aumentar a segurança nas instalações da organização.

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