AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
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Estudante de 20 anos é segundo venezuelano morto em manifestações contra o governo

Jovem participava de protesto em Valencia; Procuradoria confirmou a morte e disse que investiga o caso

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2017 | 12h29
Atualizado 11 Abril 2017 | 18h22

CARACAS - Um estudante de 20 anos foi morto com um tiro no pescoço na noite de segunda-feira, enquanto estava em um protesto na cidade de Valencia, na segunda morte confirmada em protestos contra o governo. O caso havia sido divulgado pela oposição venezuelana nesta terça-feira, 11, e mais tarde foi confirmado pela Procuradoria do país. 

Parlamentares da oposição dizem que Daniel Queliz foi morto por forças da segurança durante um protesto. A Procuradoria informou em comunicado que está investigando o incidente. “Confirmada a morte de Daniel Queliz, de 19 anos, que estava protestando”, disse o deputado opositor Marco Bozo, em sua conta no Twitter.

O dirigente do Voluntad Popular, partido do líder opositor Leopoldo López, Aarón Rodríguez, responsabilizou um funcionário da polícia local pela ação.

A morte de Daniel segue a morte de Jairo Ortiz, de 19 anos, na quinta-feira na área de um protesto da oposição nos arredores de Caracas. Queliz foi identificado como estudante da Universidade Arturo Michelena, uma das maiores instituições particulares de estudo superior de Valencia.

Na segunda-feira 10, uma nova onda de protestos convocados pela oposição em Caracas resultou em confrontos entre manifestantes e agentes de segurança pela quinta vez no mês de abril. Outras manifestações foram registradas em cidades como San Cristóbal e Valencia.

Sem confirmação. Parlamentares também dizem que uma mulher idosa morreu asfixiada em Caracas após gás lacrimogêneo entrar em seu apartamento durante os protestos de segunda, mas a informação não foi confirmada.

As mortes acontecem à medida que manifestações contra Maduro crescem, em meio a uma crise econômica e o que alguns críticos dizem ser a transformação de Maduro em um ditador. Maduro rebate dizendo que, sob uma aparência de pacifismo, a oposição está encorajando protestos violentos em uma tentativa de derrubar seu governo.

A oposição venezuelana tem se manifestado nas últimas duas semanas em rejeição a sentenças emitidas por sete juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), nas quais assumia as funções do Congresso, mas depois as suprimiram parcialmente. A Assembleia Nacional - de maioria opositora - qualificou como "golpe de Estado" a atuação do Supremo e abriu um processo de remoção dos juízes que assinaram as sentenças.

Embora o TSJ tenha voltado atrás da decisão, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, segue sem poder para aprovar leis, uma vez que a mais alta Corte garante que o Legislativo se encontra em "desacato". / AFP REUTERS

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