REUTERS/Vincent West
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Organização separatista basca debate sua dissolução

A ETA cumpriu no sábado sua promessa de entregar todo seu armamento e explosivos como parte das negociações

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 21h57

MADRI - Após cumprir sua promessa e entregar dezenas de armas e centenas de quilos de explosivos, que representa seu "desarmamento total", a organização separatista basca ETA (Pátria Basca e Liberdade) iniciou um debate para se tornar "inativa" até o final do ano.  

Segundo o líder independentista e ex-membro da ETA, Arnaldo Otegi, o grupo "vai abordar sua dissolução e fazer com ampla visão e sabendo qual é sua responsabilidade histórica". Ele considera que se abre "um novo cenário" no qual o grupo deverá debater sobre seu futuro".  

De acordo com fontes próximas ao grupo, o processo será concluído no final do ano como uma "organização inativa" sem estrutura nem liderança, o que significaria um desaparecimento "de fato".  

Depois de entregar todo o seu arsenal no último sábado (8) às autoridades francesas, a ETA pediu ao governo para acabar com sua política de manter seus prisioneiros detidos fora do País Basco. Para o governo de Mariano Rajoy, de acordo com a imprensa local, a ação foi uma "operação midiática para dissimular sua derrota".

No entanto, caso ocorra a dissolução do grupo, o governo poderá rever a situação de alguns presos gravemente doentes.    O conflito da ETA pela independência do País Basco da Espanha e da França durou mais de 40 anos e deixou mais de 800 mortos. Desde 2011, o grupo resistia ao desarmamento incondicional. /ANSA

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