1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Otan acusa Rússia de ter atacado o leste da Ucrânia

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2014 | 10h 13

Aliança se reúne em cúpula para reforçar apoio ao governo ucraniano e fortalecer defesas contra Moscou

Larry Downing/Reuters
Líderes da Otan se reunem no País de Gales

NEWPORT, PAÍS DE GALES - A Otan acusou a Rússia nesta quinta-feira, 4, de atacar a Ucrânia, enquanto os líderes dos países membros da aliança se reuniam numa cúpula com o objetivo de reforçar o apoio ao governo ucraniano e fortalecer as defesas contra a Rússia, que agora veem como hostil pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria.

"Estamos diante de uma mudança dramática no âmbito da segurança", disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, a jornalistas na chegada à cúpula. "A leste, a Rússia está atacando a Ucrânia."

Sua declaração elevou a retórica ocidental contra Moscou e definiu o tom para a cúpula de dois dias, marcada pelo retorno do confronto Leste-Oeste 25 anos após a queda do Muro de Berlim.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus 27 aliados reunidos em um clube de golfe no País de Gales, na Grã-Bretanha, também discutirão como lidar com o Estado Islâmico - que ocupa partes do Iraque e da Síria e emergiu como uma nova ameaça ao flanco sul da aliança - e como estabilizar o Afeganistão quando forças da Otan deixarem o país no final do ano.

Rasmussen disse que os aliados da Otan vão analisar seriamente qualquer pedido do Iraque de ajuda para enfrentar a crescente insurgência de militantes sunitas.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fez uma advertência à Otan para que não proponha adesão à Ucrânia durante a cúpula da aliança e disse para os EUA que não devem tentar impor sua vontade sobre a ex-república soviética.

Lavrov também exortou o governo em Kiev e os rebeldes pró-Rússia que combatem as forças ucranianas no leste ucraniano a apoiarem as iniciativas de paz delineadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, evitando "uma crise em grande escala" no coração da Europa.

"É justamente em um momento como este, quando surge a oportunidade de começar a resolver problemas específicos entre Kiev e as milícias, que alguns setores do governo de Kiev fazem exigências para que a Ucrânia deixe seu status não-alinhado e comece a entrar na Otan", disse Lavrov em conversações com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, entidade voltada para promoção de direitos e segurança.

"É uma flagrante tentativa de inviabilizar todos os esforços de iniciar um diálogo sobre a garantia da reconciliação nacional", afirmou.

A Rússia tem dito que vai considerar a adesão da Ucrânia à Otan como uma ameaça à sua segurança nacional. / REUTERS

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo