Hazir Reka/Reuters
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Otan diz que vai coordenar fim da missão na Líbia

Aliança discutirá encerramento de operações aéreas com a ONU e o governo revolucionário

Reuters

20 Outubro 2011 | 17h45

BRUXELAS - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pediu nesta quinta-feira, 20, aos líbios para colocar de lado suas diferenças após a morte do líder deposto Muamar Kadafi e afirmou que irá coordenar o fim de sua missão militar com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a autoridade de transição da Líbia.

 

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"Após 42 anos, o regime de medo do coronel Kadafi finalmente chegou ao fim", afirmou o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, em comunicado. "Apelo a todos os líbios para pôr de lado suas diferenças e trabalhar juntos para construir um futuro melhor." Rasmussen pediu ao Conselho Nacional de Transição (CNT) para evitar quaisquer represálias contra civis e mostrar moderação ao lidar com as derrotadas forças pró-Kadafi.

O chefe da aliança militar afirmou que as discussões sobre o fim da missão pode ocorrer ainda na sexta-feira. Fontes da entidade ouvidas pela Associated Press afirmaram que já no sábado ou no domingo as operações podem cessar, se os responsáveis assim julgarem necessário.

Saudando a implementação bem sucedida pela Otan de um mandato da ONU para proteger o povo líbio, ele acrescentou: "Vamos terminar a nossa missão em coordenação com a ONU e o Conselho Nacional de Transição". Rasmussen declarou que com a queda dos últimos redutos do regime, em Bani Walid e Sirte, "aquele momento (fim da missão) está agora mais perto".

 

Logo após o início da revolução contra Kadafi - em fevereiro - a Otan foi autorizada pela ONU a conduzir sobrevoos e bombardeios para "proteger os civis líbios", que estavam sob constante repressão do governo líbio. As ações, porém, ajudaram os rebeldes a se aproximar de redutos do ditador e tomá-los, o que possibilitou a vitória da oposição na guerra civil.

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