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Países do Oriente Médio condenam atentados na Bélgica e qualquer tipo de terrorismo

- Atualizado: 22 Março 2016 | 11h 52

Afeganistão e Paquistão condenaram os ataques e disseram que atos terroristas são contrários a todas as religiões. Governos árabes expressaram solidariedade às famílias das vítimas

CAIRO - Vários governos árabes condenaram firmemente nesta terça-feira, 22, os atentados ocorridos em Bruxelas e qualquer tipo de violência e terrorismo.

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Judeh, condenou os "atos criminosos" de Bruxelas em entrevista coletiva na capital jordaniana junto à alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança Comum, Federica Mogherini, que está em visita ao país árabe. "Expressamos nossa solidariedade com os amigos da Bélgica nestas difíceis circunstâncias", acrescentou Judeh.

Explosões fecham aeroporto e metrô de Bruxelas
AFP PHOTO / JOHN THYS
Explosões fecham aeroporto e metrô de Bruxelas

Polícia belga estava em alerta para possíveis represálias por conta da prisão de um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris em 2015. Leia mais

O Egito condenou de forma firme os "ataques terroristas" perpetrados na capital belga e expressou suas condolências ao governo belga e aos familiares das vítimas.

Em nota, o porta-voz das Relações Exteriores, Ahmed Abu Zeid, afirmou que "o brutal terrorismo não distingue entre religião ou raça, e não tem fronteiras, por isso é necessária a solidariedade da comunidade internacional para enfrentar este desagregável fenômeno e impedir sua propagação".

"Chegou o momento de o mundo enfrentar de maneira decidida o terrorismo internacional, que tem como alvo a segurança e a estabilidade dos povos, e que prejudica toda a humanidade, e isto requer medidas rápidas e eficazes em nível mundial", reforçou Abu Zeid no comunicado.

Os Emirados Árabes Unidos se uniram à condenação da "covarde ação terrorista contra civis inocentes" na Bélgica, em comunicado oficial.

O ministro de Estado para Relações Exteriores dos EAU, Anwar bin Mohammed Qarqash, reiterou que seu país "rejeita todas as formas de violência e terrorismo seja qual for sua origem". Ele também manifestou seu apoio e solidariedade à Bélgica e seu povo na luta contra o terrorismo e o extremismo, e pediu à comunidade internacional que se una para erradicá-los.

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein emitiu um comunicado de condenação, em que expressou sua solidariedade ao reino da Bélgica "na luta contra todas as formas de violência, extremismo e terrorismo, quaisquer que sejam sua origem e alvos", e aos parentes das vítimas destas "ações criminosas que contradizem os princípios de todos os valores éticos, humanos e religiosos".

Afeganistão e Paquistão também condenaram "energicamente" os atentados e disseram que os atos terroristas são contrários a todas as "religiões".

"O terrorismo não conhece religião, fronteiras ou geografia. É um ato contra todas as crenças, comunidades e nações ao redor do mundo", indicou o chefe de governo afegão, Abdullah Abdullah, em sua conta no Twitter.

Abdullah garantiu que o Afeganistão, como nação "vítima do terrorismo", se solidariza com a "dor de seus aliados" e pediu que este "inimigo comum" seja erradicado seja qual for sua procedência.

O presidente do país, Ashraf Ghani, utilizou a mesma rede social para transferir suas condolências às famílias das vítimas.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, destacou que nenhuma religião permite atos "bárbaros e desumanos" como matar outras pessoas. "O mundo deve desdobrar uma resistência conjunta e lutar contra este mal para varrer o terrorismo de todas partes e países do mundo", disse o dirigente em comunicado. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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