Países tentam acordo para o clima, diz membro da ONU

No último dia das conversações das Nações Unidas sobre o clima, na Espanha, especialistas disseram hoje que, apesar das baixas expectativas, ainda é possível concluir um forte pacto entre as 192 nações do mundo para definir o trabalho futuro na luta contra o aquecimento global. Yvo de Boer, o funcionário das Nações Unidas que dirige as negociações, assegurou que os delegados ainda tentam alcançar um acordo significativo que estabelecerá metas específicas. "Os governos podem entregar um forte acordo em Copenhague. Nada mudou minha confiança sobre isso", disse de Boer.

AE-AP, Agencia Estado

06 Novembro 2009 | 18h08

Os delegados gastaram o último dia das conversações forçando o rascunho de um acordo no qual os países mais ricos terão um compromisso duro para reduzir as emissões de poluentes e ajudarão os mais pobres com recursos financeiros, que deverão ser gastos para enfrentar as mudanças climáticas.

A ideia da conferência sobre o clima das Nações Unidas, que acontecerá no próximo mês em Copenhague, terminar com um pacto político de intenções, ao invés de um tratado que obrigue as nações a cumprirem metas, desapontou países em desenvolvimento que já sofrem secas e enchentes severas, além de outras catástrofes atribuídas ao aquecimento.

O acordo poderá tomar a forma de decisões por consenso, incluído um comunicado de objetivos de longo prazo, bem como uma série de decisões suplementares que incluirão transferência de tecnologia, recompensas por interromper o desmatamento e a construção de infraestrutura nos países pobres para que eles se adaptem ao aquecimento global, disse de Boer.

No entanto, ele disse estar observando os Estados Unidos para anunciar um alvo claro de redução das emissões para 2020. "Um número do presidente dos EUA terá um peso enorme", disse. Um projeto de lei foi enviado ao Congresso dos EUA, com diferentes metas para reduzir emissões de carbono. Jonathan Pershing, chefe da delegação americana nas negociações sobre o clima, não quis dizer se os EUA estarão prontos para fixar um alvo já no acordo de Copenhague.

Mais conteúdo sobre:
meio ambiente clima Copenhague ONU

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.