Palestinos querem declarar independência unilateral

Autoridades palestinas disseram neste domingo que pretendem pedir a aprovação Organização das Nações Unidas (ONU) para se tornarem um Estado independente, sem o consentimento de Israel. Os palestinos também acrescentaram que é pouco provável que esse objetivo seja alcançado através de negociações de paz.

AE-AP, Agencia Estado

15 Novembro 2009 | 15h23

O negociador palestino, Saeb Erekat, disse na rádio estatal israelense que representantes palestinos vão pedir que o Conselho de Segurança da ONU reconheça sua independência após 18 anos de negociações frustradas com Israel. "Vamos seguir este caminho para manter viva a esperança dos palestinos," disse Erekat.

Em resposta a esses comentários, o vice-primeiro-ministro israelense, Silvan Shalom, afirmou que "os palestinos precisam entender que ações unilaterais não terão os resultados esperados".

Nas últimas semanas, autoridades palestinas tomaram várias atitudes diante da falta de empenho à favor dos esforços de paz, incluindo uma declaração unilateral pedindo ao Conselho de Segurança da ONU que finalmente determine a fronteira do Estado. Mas o ministro de Infraestrutura de Israel, Uzi Landau, acredita que se os palestinos tomarem decisões unilaterais, Israel deve anexar partes da Cisjordânia onde estão concentrados os assentamentos judaicos.

O ministro da Informação de Israel, Yuli Edelstein, disse que a atitude dos palestinos mostrou que continua a persistir entre as sua principais lideranças a crença de que a conquista pode ser feita através do terror. "Espero que a comunidade internacional não coopere com isso e deixe claro que a única solução são as negociações diretas", afirmou Edelstein. Mesmo se a ONU endossar o Estado palestino, sua implementação será quase impossível enquanto Israel mantiver o controle da Cisjordânia e de Jerusalém oriental.

Washington vem tentado há meses e sem sucesso fazer com que israelenses e palestinos retomem as negociações de paz interrompidas durante a ofensiva na Faixa de Gaza. As informações são da Associated Press.

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