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REUTERS/ Stefano Rellandini

Papa pede que países europeus ‘abram seus corações e suas portas’ aos imigrantes

Pontífice ressaltou que, com as fronteiras fechadas, refugiados são expostos ao frio e à chuva, e são levados a se sentir abandonados por Deus

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O Estado de S. Paulo

16 Março 2016 | 15h19

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco fez nesta quarta-feira, 16, um apelo para que as nações "abram seus corações e suas portas" aos imigrantes, e disse que aqueles que esperam nas fronteiras fechadas da Europa, expostos ao frio e à chuva, estão sendo levados a se sentir exilados e abandonados por Deus.

Mais de 1,1 milhão de refugiados rumaram para a União Europeia em 2015, e o fluxo continua, levando Estados localizados ao longo do principal corredor migratório através dos Bálcãs rumo ao norte do bloco a fecharem suas fronteiras, deixando milhares de pessoas retidas na Grécia.

"Quantos de nossos irmãos hoje em dia estão vivendo uma situação real e dramática de exílio, longe de sua terra natal? Em seus olhos eles ainda têm as ruínas de seus lares", disse Francisco a dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça São Pedro, em Roma. "Eles têm medo no coração e infelizmente, muitas vezes, a dor de ter perdido entes queridos", afirmou o pontífice.

A Macedônia enviou 1,5 mil imigrantes de volta à Grécia em um caminhão depois que estes abriram caminho pela fronteira entre os dois países à força nesta semana, quando imagens de imigrantes exaustos atravessando um córrego de águas fortes no frio foram publicadas em vários jornais italianos.

"Hoje os imigrantes estão sofrendo ao relento, sem comida, e não podem entrar. Não se sentem bem-vindos", disse o papa, louvando para que "as nações e os líderes que abram seus corações suas portas". "Como é possível que tanto sofrimento acometa homens, mulheres e crianças inocentes? Eles estão na fronteira porque tantas portas e tantos corações estão fechados".

As duas paróquias dentro dos muros do Vaticano estão abrigando uma família de refugiados cada, uma delas vinda da Síria. /REUTERS

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