REUTERS/ Tony Gentile
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Papa Francisco pede solução pacífica para crise eleitoral em Honduras

Pontífice retornou, no sábado, de uma viagem por Mianmar e Bangladesh, marcada pela crise envolvendo a minoria muçulmana dos rohingya

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2017 | 10h04

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco pediu neste domingo, 3, que a crise eleitoral em Honduras, onde sete pessoas morreram em manifestações violentas, seja resolvida pacificamente.

"Nas minhas orações lembro de maneira especial também do povo de Honduras, para que possam superar de modo pacífico o atual momento de dificuldade", disse o pontífice depois da tradicional reza do Ângelus diante de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

O papa falou sobre a situação em Honduras poucas horas depois de ter retornado de uma viagem por Mianmar e Bangladesh, marcada pela crise envolvendo a minoria muçulmana dos rohingya.

Uma semana depois das eleições, Honduras segue saber quem será o presidente do país por falta de acordo entre os partidos envolvidos sobre a apuração.

Na sexta-feira, 1º, o governo decretou estado de exceção por dez dias para conter as manifestações registradas desde quarta-feira, 29, contra uma suposta fraude ocorrida no pleito.

+++ Governo de Honduras decreta estado de exceção para conter violência

Esses protestos, que deixaram sete mortos, segundo a imprensa local, provocaram cenas de terror pelo país. Várias lojas e imóveis, particulares ou públicos, foram destruídos e incendiados pelos manifestantes. / EFE

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papa Francisco afirmou no sábado, 2, durante um encontro com religiosos na Igreja do Santo Rosário, em Daca, no seu último dia de visita a Bangladesh, que promover intrigas e falar mal dos outros dentro das comunidades religiosas é como "fazer terrorismo".

O papa Francisco retornou, no sábado, a Roma após concluir a viagem que começou na segunda-feira, 27, em Mianmar e terminou hoje em Bangladesh, uma visita que foi marcada pela crise dos refugiados da minoria muçulmana dos rohingyas.

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