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Tomas Bravo/Reuters

Para evitar nova fuga de 'El Chapo', polícia mexicana usa cães treinados e câmeras

Cachorros se movimentam dentro da prisão de segurança máxima onde está o líder do tráfico de Sinaloa 

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O Estado de S. Paulo

19 Janeiro 2016 | 09h31

CIDADE DO MÉXICO - Cachorros treinados para detectar especificamente o cheiro de Joaquín "El Chapo" Guzmán e câmeras de vídeo portáteis fazem parte das medidas de vigilância implementadas para evitar uma nova fuga do líder do tráfico em Sinaloa, informou na segunda-feira 18 a imprensa do México.

Os cachorros se movimentam sempre acompanhados por um guia humano dentro da prisão de segurança máxima de Altiplano, que fica no Estado do México, no centro do país, afirmou o jornalista Carlos Loret em uma coluna do jornal El Universal.

"El Chapo" foi recapturado no dia 8 em Los Mochis, uma cidade de Sinaloa, e foi levado novamente para a penitenciária de Altiplano, o mesmo local de onde escapou em 11 de julho de 2015 por um túnel de 1,5 quilômetros de comprimento.

Desde sua recaptura, as autoridades revisaram as condições da prisão e os protocolos de segurança, colocando os cães farejadores e reforçando os andares do local com grades de aço. Além disso, constantemente o prisioneiro é mudado de cela.

Loret explicou que nas primeiras cinco noites na prisão, Guzmán foi mudado de cela em sete ocasiões sem seguir qualquer padrão. "El Chapo" pode passar algumas horas, até minutos, em uma cela, sempre sob supervisão especial.

Quando o narcotraficante é transferido dentro da prisão, essa ação acontece sob o olhar atento dos guardas, que utilizam câmeras de vídeo em seus capacetes. Um deles permanece sempre em frente à cela para gravar os movimentos de Guzmán.

As autoridades quadruplicaram as câmeras de vídeo na prisão e esperam que, em abril, sejam em torno de mil aparelhos espalhados pelo local, todos equipados com tecnologia térmica e capacidade para detectar rotinas e emitir um alerta se houver qualquer mudança, afirmou o jornalista.

A revista das pessoas que entram na penitenciária foi incrementada com um scanner corporal e foram feitas adaptações ao sistema de água que passa próximo ao local. Além disso, o sistema de detecção de movimentos terrestres voltou a funcionar.

Os advogados de "El Chapo" se queixaram que seu cliente está "incomunicável" e não pode receber dos advogados roupas adequadas para o clima da região em que fica a prisão. /EFE

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