Para palestinos, retirada de Gaza é enganação

Oficialmente, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirma que a retirada unilateral da Faixa de Gaza não significa o rompimento do compromisso do país com o mapa do caminho da paz, o último para a região, paralisado há meses. Mas no início deste mês um de seus ex-assessores, Dov Weisglass, indicou o que analistas políticos já dizem há muito tempo: o objetivo da retirada é congelar o processo de paz e consolidar o controle israelense sobre uma grande extensão da Cisjordânia. Sua meta seria anexar as cerca de 120 colônias judaicas existentes no território. Além do mais, Israel manterá o controle das fronteiras da Faixa de Gaza, do espaço aéreo e marítimo. "Se querem sair de Gaza, o povo palestino ficaria feliz se se retirarem de toda a Palestina. Se esse for o primeiro passo, por que não?", indagou o chanceler da Autoridade Palestina, Nabil Shaath. "Nosso único temor é que eles pretendam sair primeiro, e por último, de Gaza."

Agencia Estado,

26 Outubro 2004 | 19h48

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