AFP PHOTO/FETHI BELAID
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Para vencedores do Nobel da Paz, prêmio é ‘homenagem aos mártires da democracia’

Secretário-geral do Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano disse que os esforços feitos permitiram que o país ‘virasse a página da ditadura’

O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2015 | 09h22

TUNES (atualizada às 11h20) - A atribuição do Nobel da Paz ao Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano “é uma homenagem aos mártires da democracia tunisiana”, disse nesta sexta-feira, 9, o secretário-geral do sindicato, Houcine Abassi.

“Esse esforço feito por nossa juventude permitiu que o país virasse a página da ditadura”, afirmou Abassi, líder do histórico sindicato União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT), que integra o Quarteto.

A UGTT conseguiu promover o diálogo em um momento de tensão na Tunísia ao lado da União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Ugica), da Ordem dos Advogados e da Liga Tunisiana dos Direitos do Homem.

“É um prêmio que coroa mais de dois anos de esforços feitos pelo Quarteto quando o país estava em perigo em todas as frentes”, disse Abassi. "Estamos orgulhosos. Estou feliz pela Tunísia."

O líder destacou que espera que o prêmio ajude “a unir os tunisianos frente aos desafios que se apresentam hoje; primeiro e acima de tudo, o perigo do terrorismo”.

Abassi ainda disse que eles decidiram reunir todos os partidos políticos “para encontrar um caminho para sair da crise”. “Depois de muita dor e dificuldade, conseguimos chegar a um consenso entre os jogadores políticos, o que nos permitiu liderar as eleições democráticas legislativas e presidenciais”, disse.

A líder da Ugica, Wided Bouchamaoui, disse que a experiência da Tunísia poderia ser “exportável” para outros países. “Graças à confiança do povo tunisiano, a cooperação dos partidos políticos e de toda a população e jornalistas, o Quarteto recebeu esse prêmio”, declarou. Ela destacou que o prêmio pertence a todos que confiaram na revolução, no trabalho das instituições e na sociedade civil.

Ela ainda afirmou a uma rede de televisão francesa que o prêmio “é para todo o povo tunisiano”. “Com esse prêmio, crescemos e permitimos que a bandeira da Tunísia seja hasteada pela primeira vez no mastro do Nobel”, destacou. /AFP, EFE e ASSOCIATED PRESS

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