´Paranóia´ americana gera protesto de marinheiros

Os trabalhadores e empresários do setor marítimo não se conformam com as medidas de segurança criadas nos portos dos Estados Unidos a partir de 2001 para combater o terrorismo internacional. Os profissionais reclamam de "excessos" que causam transtornos às tripulações dos navios e elevam os custos das transportadoras marítimas. Houve uma manifestação global no dia 30 de agosto, liderada pela ITF (International Transport Workers´ Federation, ou Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes) e pela ISF (International Shipping Federation, Federação Internacional dos Armadores). Naquela data, navios de todo o mundo acionaram as sirenes em protesto. A ITF e a ISF mandaram documento para o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, pedindo a revisão das medidas antiterror. Segundo as entidades, 1,25 milhão de marinheiros em todo o mundo estão sendo tratados como criminosos. Apesar da pressão internacional, os EUA não dão sinal de que vão amolecer as regras, pois o combate ao terrorismo é apoiado pela população local. O Sindicato Nacional das Empresas de Navegação (Syndarma) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Aquaviários (Conttmaff) se uniram à manifestação global no Rio, na última quinta-feira. Segundo o vice-presidente do Syndarma, Bruno Lima Rocha, um dos principais problemas nos portos dos americanos é a exigência de passaporte para os trabalhadores marítimos, em substituição à Carteira Internacional de Marítimo, o documento universal usado pela categoria nas viagens. Os visto individual tem de ser retirado pessoalmente no consulado americano. "Isso é um grande transtorno; sem o visto, a tripulação é obrigada a ficar confinada no navio; e quando chega no porto, não pode circular", afirma.

Agencia Estado,

05 Outubro 2004 | 12h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.