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Parlamento do Irã dá aval ao governo para retaliar inspeções a navios

Sanções da ONU pedem que países investiguem conteúdo de barcos e aviões que partem para o país

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Associated Press

20 Julho 2010 | 14h32

TEERÃ - O Parlamento do Irã autorizou o governo nesta terça-feira, 20, a retaliar os países que realizarem inspeções nos carregamentos dos navios e aviões iranianos, como preveem as novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta do seu controvertido programa nuclear.

 

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Os parlamentares, esperando desencorajar o cumprimento das cláusulas da quarta rodada de sanções, aprovadas em junho, aprovaram a lei permitindo que o governo responda às inspeções realizando suas próprias buscas nos navios e aviões que chegarem ao país.

 

As sanções aprovadas pelo Conselho pedem, mas não exigem, que todos os países cooperem com a realização de inspeções para checar se há "argumentos razoáveis" para acreditar que os itens dentro dos aviões e navios possam contribuir com o programa nuclear do Irã. Também é previsto que, para que a investigação seja feita, deve haver o consentimento do país da bandeira sob a qual o navio está.

 

Em Genebra, na Suíça, o presidente do Parlamento, Ari Larijani, disse que a nova lei do seu país serve como aviso de que só aceita as condições do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que permite aos países ter energia nuclear para fins pacíficos.

 

"Deveria haver uma equilíbrio entre as obrigações e os direitos dentro das diretrizes do TNP", disse Larijani. "Se eles ignoram nossos direitos, então devem esperar que abandonemos nossas obrigações. Se eles querem agir ilegalmente e inspecionar nossos navios, nós retaliaremos", concluiu.

 

A lei também exige que o governo mantenha cooperação limitada com a os acordos de salvaguarda nuclear da ONU. O Irã, por exemplo, se recusa a permitir visitas surpresa realizadas pelos investigadores do órgão internacional.

 

O programa nuclear do Irã gera grande preocupações da comunidade internacional. As potências ocidentais acreditam que o país persa enriqueça urânio para produzir armas nucleares e por isso pressionaram pela aprovação de novas sanções. Teerã, porém, nega as acusações e diz que os projetos visam apenas o fornecimento de energia para um reator de pesquisas.

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