Parlamento iraquiano aprova lei eleitoral

Depois de um longo processo, o parlamento iraquiano aprovou neste domingo uma lei imprescindível para que ocorra as eleições nacionais. Porém não foi divulgada a resolução do principal obstáculo para aprovação da lei, a votação em Kirkuk, cidade rica em petróleo disputada por árabes e curdos. O debate sobre a lei eleitoral havia suscitado temores de que as eleições de janeiro teriam de ser adiadas, o que poderia afetar a retirada das tropas do Estados Unidos da região.

AE, Agencia Estado

08 Novembro 2009 | 18h12

As autoridades iraquianas aprovaram a lei depois de intensos debates durante os quais o embaixador dos Estados Unidos, Christopher Hill, intermediou conversas entre as diferentes facções políticas, em um claro indício da participação dos Estados Unidos no debate político.

"Felicitamos os membros do Conselho de Representantes por terem chegado a um acordo sobre os diversos temas difíceis e de importância considerável para os iraquianos", afirmou Hill. De acordo com ele, com a aprovação da lei o povo iraquiano, por meio de seus representantes, demonstrará seu desejo de respaldar um governo democrático.

Em Washington, o Presidente Barack Obama manifestou sua aprovação à lei e disse que o povo iraquiano poderá tomar conta de seu futuro. Obama afirmou que a nova lei eleitoral facilitará as eleições de janeiro e não impedirá a partida das tropas norte-americanas em setembro do próximo ano.

A lei foi aprovada por 141 votos, porém não foi dito quanto dos 275 membros do parlamento votaram contra e quantos a favor. A presença reduzida é um fenômeno comum dentro do parlamento iraquiano, que com frequência não consegue alcançar o quórum necessário de 138 deputados.

Também não ficou claro quando as eleições serão realizadas. O diretor da Alta Comissão Eleitoral, Faraj al-Haidari, disse que a data será definida depois que a lei for assinada pelos diretores da casa. Mas al-Haidari afirmou que seguramente a Comissão escolherá uma data depois do dia 16 de janeiro. As informações são da Associated Press.

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