Pedido de impeachment aumenta crise no Paraguai

Mais de dois anos depois de ter chegado ao poder, o presidente paraguaio, Luis González Macchi, tenta safar-se nesta semana de um pedido de impeachment apresentado por líderes do opositor Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) que o acusam de "mau desempenho de funções e delito comum". O PLRA fundamenta o pedido de abertura de julgamento político com a acusação de que parentes de González Macchi, sob suas ordens, desviaram US$ 16 milhões do Banco Central paraguaio para uma operação "de alto rendimento" numa agência do Citibank de Nova York. Os fundos foram depositados na conta de uma fundação presidida por uma irmã de González Macchi, Judith. O presidente é acusado também de delitos de fraude e abuso de confiança pela compra - por US$ 80 mil, feita pela presidência da república - de um automóvel BMW blindado roubado no Brasil. "Diria que a possibilidade de a oposição obter sucesso na tentativa de destituir González Macchi é muito pequena, uma vez que dificilmente conseguirá a maioria de dois terços da Câmara de Deputados (de 80 membros) para levar o processo adiante", declarou à Agência Estado o cientista político Carlos Martini, titular do Grupo de Ciências Sociais da Universidade Católica. "Mas o simples fato de a denúncia ter chegado ao Congresso já aumenta a intensidade do escândalo e lança o governo numa crise de credibilidade."

Agencia Estado,

27 Maio 2001 | 18h46

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