Pelo menos 35 mortos em explosões no Egito

Uma explosão - causada por carro-bomba, segundo uma fonte policial citada pela TV de Israel - provocou nesta quinta-feira um incêndio e o desabamento de vários andares do Hotel Hilton no balneário egípcio de Taba, na Península do Sinai, perto da fronteira com Israel. Morreram 35 pessoas e mais de 160 ficaram feridas, segundo policiais egípcios citados pela Rádio Israel. Havia no hotel 800 hóspedes, dos quais apenas 100 eram do Egito. A maior parte das vítimas seria de israelenses aproveitando um feriado judaico, informou a TV árabe Al-Jazira. Segundo fontes policiais de Israel, dezenas de israelenses morreram. Aproximadamente uma hora depois houve outras duas explosões de menor potência nas localidades turísticas de Nuweiba, ao sul de Taba, e no camping de Ras Shitan, também na Península do Sinai. Há informações não confirmadas de que sete trabalhadores egípcios teriam morrido em Ras Shitan. O governador do Sinai do Sul, Mustafa Afifi, disse que duas caminhonetes incendiadas foram achadas nessas áreas, indicando que também eram carros-bomba. Israel conclamou seus cidadãos a abandonar o Sinai e informou estar pronto a remover entre 12 mil e 15 mil israelenses imediatamente. Há um mês o país emitira um alerta à população para que não viajasse para o Sinai, pois tinha indícios de preparação de um atentado. Os judeus nestes dias comemoram a Festa dos Tabernáculos, que lembra o êxodo dos israelitas pelo deserto, em sua saída do Egito há 2.500 anos. Nas primeiras horas, as informações sobre a origem da explosão eram contraditórias. As autoridades egípcias disseram suspeitar de vazamento de gás. Cerca de uma hora depois da tragédia, porém, a rádio militar de Israel informou que o setor de segurança do país estava convencido de que se tratou de carro-bomba colocado na entrada do hotel. Só bem depois o Egito fechou todas as saídas da Península do Sinai, pôs suas forças em alerta e anunciou a prisão de alguns suspeitos. No entanto, nenhum grupo assumiu imediatamente responsabilidade pelas explosões. Autoridades israelenses entraram em contato com o governo egípcio para que autorizasse a entrada em Taba de unidades militares especializadas em desastres e equipes de socorro para tratar e transferir feridos para hospitais na vizinha Eilat, um balneário no sul de Israel. Uma fonte do Hospital Joseftal, em Eilat, disse que pelo menos um dos feridos atendidos apresentava feridas típicas de explosão de bomba. Bombeiros dessa cidade também se dirigiram a Taba para ajudar a debelar o incêndio. "Sabemos que há outras pessoas presas nas ruínas do hotel", disse um socorrista de Israel.

Agencia Estado,

07 Outubro 2004 | 23h33

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