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Pence: agimos em resposta ao uso de armas químicas na Síria uma semana atrás

Vice-presidente dos EUA defende ataque coordenado com França e Reino Unido à Síria

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

14 Abril 2018 | 18h20

LIMA - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, classificou a ação contra o regime de Bashar al-Assad como bem sucedida e prometeu que os norte-americanos poderão usar "todas as armas" contra eventual ataque químico. Em discurso na Cúpula das Américas, o vice-presidente disparou contra a Rússia, a quem acusou de distribuir desinformação, e também Cuba e a Venezuela.

"Agimos em resposta ao uso de armas químicas pelo regime do ditador Bashar al-Asad", disse, ao abrir o discurso na sessão plenária da reunião dos chefes de Estado. Pence afirmou que o ataque coordenado dos EUA, França e Reino Unido foi "efetivo e bem sucedido".

Com tom duro, o vice-presidente norte-americano - que representa Donald Trump no evento que reúne os países das Américas - disse que Washington não tolerará o uso de armas químicas e agirá contra essa tática.

No discurso, Pence também disparou contra a Rússia e Irã, acusados de apoiar financeira e militarmente o regime de Bashar al-Assad. O norte-americano acusou Moscou de "espalhar deliberadamente desinformação" sobre a situação da Síria com a cumplicidade de Teerã.

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Aos países da Cúpula das Américas, o vice-presidente agradeceu às nações que declararam apoio à ação militar, como o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. "Eu convoco a todas as nações deste Hemisfério a apoiar a nossa ação publicamente. O mundo civilizado precisa mandar uma mensagem de unidade", disse.

Países como Brasil e Argentina criticaram a hipótese de uso de armas químicas, mas foram cautelosos ao tratar da ação militar dos EUA.

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Pence também disparou contra Cuba e a Venezuela. O ataque mais forte foi contra Caracas. "A Venezuela já foi uma das mais ricas nações do Hemisfério. Hoje, é um adas mais pobres. Quero deixar claro que a responsabilidade do sofrimento do povo venezuelano é de um homem: Nicolás Maduro", disse. "Maduro promete segurança e prosperidade, mas o país vive o caos". Sobre o regime castrista, disse que Havana segue "roubando vidas" dos cubanos.

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