AFP/US NAVY/MASS COMM. SPECIALIST RYAN HARPER
AFP/US NAVY/MASS COMM. SPECIALIST RYAN HARPER

Pence aposta em desarme pacífico da Coreia do Norte com apoio da China 

Apesar disso, vice-presidente afirmou que se gigante asiático não apoiar a ação, "Estados Unidos e aliados o farão"

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2017 | 02h08

SYDNEY - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou neste sábado, 22, apostar em uma solução pacífica para a crise com a Coreia do Norte com a ajuda da China. O objetivo é a desnuclearização da Coreia do Norte. Apesar disso, afirmou que se Pequim não ajudar, "Estados Unidos e seus aliados o farão". 

"Acreditamos (que o desarme nuclear e balístico de Pyongyang) pode ser alcançado de forma pacífica devido, em grande parte, ao novo compromisso da China", disse Pence em Sydney ao lado do primeiro ministro australiano, Malcolm Turnbull, com quem teve reunião em sua visita ao país. 

"Apesar de todas as opções estarem sobre a mesa, os Estados Unidos trabalharão estreitamente com a Austrália, com nossos aliados na região e com a China para exercer pressão diplomática e econômica sobre o regime (de Pyongyang)", afirmou o número dois da administração dos Estados Unidos. 

O anúncio de Pence ocorre depois que a tensão dos Estados Unidos com a Coreia do Norte aumentou devido aos últimos testes balísticos de Pyongyang que motivaram o envio do porta-aviões de propulsão nuclear Carl Vinson e seu grupo de ataque à região. "Chegarão em questão de dias", disse Pence sobre os equipamentos militares. 

Turnbull apoiou os pedidos de Pence e solicitou que a China utilize sua influência sobre Pyongyang, "regime temerário e perigoso que põe em risco a paz e a estabilidade da região". O primeiro ministro evitou pronunciar-se sobre apoio em uma eventual intervenção militar. "No momento, o apoio que estamos dando é no nível diplomático", afirmou. 

Pence e Turnbull comentaram ainda que durante seu encontro abordaram assuntos como a situação do Mar da China Meridional, a importância da aliança entre Estados Unidos e Austrália e o fortalecimento das relações comerciais bilaterais. 

Pence tem encontros oficiais no sábado em Canberra que incluem o governador geral da Austrália, Peter Cosgrove, o líder da oposição, Bill Shorten, além de altos representantes das Forças Armadas e líderes empresariais, antes de visitar amanhã Sydney com sua mulher e duas filhas. 

Na segunda-feira, 24, parte em direção ao Hawai no final de um tour de dez dias pela Ásia e Pacífico em que buscou reforçar os laços com seus aliados na região depois de críticas de Trump à China durante a campanha presidencial do ano passado. / EFE

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